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Q3331464 Veterinária
A pandemia da COVID-19 evidenciou a importância da preparação da comunidade científica para lidar com emergências de Saúde Pública. Diversos fatores como o aquecimento global, desmatamento das florestas, migração, comércio de animais silvestres e deslocamento de aves migratórias contribuem para o surgimento de novas doenças. A alternativa abaixo que identifica uma técnica na qual a abordagem científica e biotecnológica implementada poderiam ser utilizadas no desenvolvimento de um teste de identificação de anticorpos, produzidos em resposta à infecção de um novo agente viral é: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: identificação de anticorpos produzidos contra um novo vírus. Isso pede uma técnica sorológica, onde antígenos virais imobilizados capturam IgM/IgG do paciente (imunoensaio), como nos testes rápidos por imunocromatografia de fluxo lateral (lateral flow).

Alternativa correta – D: “teste rápido, com o mesmo princípio da Hepatite C”. Os testes rápidos para HCV no SUS detectam anticorpos anti-HCV por imunocromatografia: o sangue reage com antígenos virais em uma fita; se houver anticorpos, forma-se uma linha visível. Esse é exatamente o princípio para desenvolver um teste de identificação de anticorpos frente a um novo agente viral. Diretrizes da OMS e do Ministério da Saúde descrevem esse formato como adequado para triagem sorológica e inquéritos soroprevalentes (OMS, 2020; MS—Manual Técnico de Diagnóstico das Hepatites Virais).

Como interpretar na prova: destaque a palavra-chave “anticorpos”. Isso exclui técnicas de detecção direta do patógeno (PCR, antígeno) e aponta para sorologia (ELISA/CLIA/LFIA). Entre os exemplos do SUS, o de Hepatite C é o clássico de “teste rápido de anticorpos”.

Por que as demais estão incorretas?

A) Sequenciamento do proteoma: técnicas proteômicas (ex.: espectrometria de massa) caracterizam o conjunto de proteínas do patógeno/ hospedeiro. Não são usadas para detectar anticorpos do paciente à beira-leito; servem para descoberta de alvos antigênicos, não como teste diagnóstico rápido.

B) PCR (como no diagnóstico da COVID-19): PCR/RT-PCR detecta ácido nucleico viral, não anticorpos. É excelente para infecção ativa precoce, mas não avalia resposta imune. OMS e UpToDate distinguem claramente diagnóstico molecular (patógeno) de sorológico (anticorpos).

C) Teste rápido como o da Hepatite B: no SUS, o principal teste rápido de triagem para HBV detecta HBsAg (um antígeno viral), não anticorpos. Portanto, o princípio não corresponde ao que a questão pede (identificação de anticorpos). Existem testes para anti-HBs/anti-HBc, mas o teste rápido de triagem de rotina é antigênico.

E) Sequenciamento do genoma: sequencia o material genético do vírus (vigilância, descoberta de variantes), não identifica anticorpos do hospedeiro. Útil em epidemiologia e pesquisa, não é método de sorologia clínica.

Pearl de prova: se o enunciado enfatiza “anticorpos”, pense em imunoensaios (ELISA/CLIA para laboratório; lateral flow para teste rápido). Se enfatiza “detectar o vírus”, pense em PCR (genoma) ou teste de antígeno (proteínas virais).

Referências essenciais: OMS – Advice on the use of point-of-care immunodiagnostic tests (COVID-19, 2020); Ministério da Saúde – Manual Técnico para o Diagnóstico das Hepatites Virais; UpToDate – Principles of serologic testing; Harrison’s Principles of Internal Medicine – capítulo de testes diagnósticos em doenças infecciosas.

Excelente raciocínio! Foque nas palavras-chave e associe-as ao princípio do teste.

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