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Q1090569 Serviço Social
As relações sociais no capitalismo, ao mesmo tempo que permitem a reprodução e a continuidade da sociedade de classes, cria as possibilidades de sua transformação. A prática profissional do Serviço Social não pode ser pensada fora dessa trama, sendo necessariamente polarizada pelos interesses das classes sociais. O trabalho do assistente social realiza-se em meio a disputas políticas, nos espaços da esfera pública e das lutas sociais. Trata-se de um movimento de construção de hegemonia, tanto na condução dos serviços sociais como dos direitos que asseguram, não apenas como questão técnica, mas como questão política, lugar de
Alternativas

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Para responder a essa questão, precisamos entender o contexto do Surgimento e Institucionalização do Serviço Social no âmbito das relações sociais capitalistas. O enunciado destaca que essas relações, apesar de sustentarem a sociedade de classes, também abrem espaço para transformações sociais, algo central para a atuação do assistente social.

O tema central é como o trabalho do assistente social se insere nas disputas políticas e nos espaços de luta social, mostrando que a prática profissional está longe de ser neutra ou meramente técnica. Em vez disso, é profundamente política e participa do movimento de construção de hegemonia.

A alternativa correta é a letra B - contradições e resistência. Isso porque o trecho do enunciado refere-se à atuação do Serviço Social dentro de uma sociedade de classes, onde há conflito e contradição entre os interesses das diferentes classes sociais. O conceito de resistência é igualmente relevante, pois o assistente social atua em um espaço de contestação e luta por direitos, o que demonstra resistência às condições opressivas.

Vamos analisar as alternativas incorretas:

  • A - unidade e composição: Essa alternativa não se adequa ao enunciado, pois ignora o caráter conflituoso das relações de classe e o aspecto de resistência.
  • C - harmonia e alternância: O Serviço Social não se desenvolve em um cenário de harmonia, mas sim de conflito e disputa de interesses.
  • D - equilíbrio e efetividade: Apesar de "efetividade" ser um termo desejável para qualquer prática profissional, o enunciado acentua a luta e a resistência, não o equilíbrio.
  • E - objetividade e subjetividades: Embora importantes, esses conceitos não capturam o foco do enunciado, que é a luta de classes e a resistência.

Para interpretar questões como essa, é essencial identificar palavras-chave no enunciado que indicam conflito e disputa, como "disputas políticas" e "lutas sociais". Isso ajuda a eliminar alternativas que sugerem harmonia ou equilíbrio.

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Comentários

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GABARITO: LETRA B

? Em síntese, nos movemos em um espaço contraditório no qual o Estado e suas políticas não pode ser autonomizado em relação à sociedade, expressando relações e interesses vigentes nessa sociedade. Relações em que ?estão sempre em disputa os sentidos da sociedade. Nessa disputa, há sempre um conjunto de determinações dentro das quais as opções operam? (Yazbek, 2009, p. 29-30). É isso que Gramsci denomina luta pela hegemonia. Estou reafirmando pois a necessária construção de hegemonia das classes subalternas, na condução do processo de construção de seus direitos não apenas como questão técnica, mas como questão essencialmente política, lugar de contradições e resistência. A partir desse âmbito é possível modificar lugares de poder demarcados tradicionalmente, construir outros, e não apenas realizar ?gestões bem? -sucedidas de necessidades. Quando falamos em protagonismo tendo como referência o pensamento de Gramsci, é ao poder que nos referimos.

? Fonte: A dimensão política do trabalho do assistente social - Maria Carmelita Yazbek.

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GABARITO => LETRA B

"Trazendo essa tese para o exercício profissional em sua contemporaneidade estamos tratando das disputas políticas no espaço das políticas sociais, mediações centrais no exercício da profissão. Estamos tratando das disputas políticas na esfera pública e nas lutas sociais em seus impactos sobre as relações sociais. Estamos tratando da questão de construção de hegemonia, na condução dos serviços sociais e das necessidades que atendem, bem como dos direitos que asseguram, não apenas como questão técnica, mas como questão essencialmente política, lugar de contra‐ dições e resistência. Âmbito a partir do qual é possível “modificar lugares de poder demarcados tradicionalmente, e, portanto de abertura para construir outros” e não apenas realizar “gestões bem-sucedidas de necessidades, encobertas pelos signos de uma nova legitimação”.

FONTE: A dimensão política do trabalho do assistente social The political dimension of the social worker’s work Maria Carmelita Yazbek*

"Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas Transformam o mundo." Paulo Freire

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