A Paralisia Cerebral (Encefalopatia Crônica Não Progressiva...

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Q3795682 Fisioterapia
A Paralisia Cerebral (Encefalopatia Crônica Não Progressiva) apresenta diversos quadros clínicos dependendo da área cerebral afetada. Um paciente apresenta diplegia espástica, com comprometimento maior em membros inferiores, marcha em tesoura e equino dinâmico. Qual é o recurso terapêutico mais adequado para o manejo da espasticidade e melhora da funcionalidade da marcha neste caso, visando inibição de tônus e alinhamento biomecânico?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Lei nº 13.146/2015, art. 14, parágrafo único: "Parágrafo único. O processo de habilitação e de reabilitação tem por objetivo o desenvolvimento de potencialidades, talentos, habilidades e aptidões físicas, cognitivas, sensoriais, psicossociais, atitudinais, profissionais e artísticas que contribuam para a conquista da autonomia da pessoa com deficiência e de sua participação social em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas." Lei nº 13.146/2015, art. 15, incisos I, II e IV: "Art. 15. O processo mencionado no art. 14 desta Lei baseia-se em avaliação multidisciplinar das necessidades, habilidades e potencialidades de cada pessoa, observadas as seguintes diretrizes: I - diagnóstico e intervenção precoces; II - adoção de medidas para compensar perda ou limitação funcional, buscando o desenvolvimento de aptidões; (...) IV - oferta de rede de serviços articulados, com atuação intersetorial, nos diferentes níveis de complexidade, para atender às necessidades específicas da pessoa com deficiência;" No caso de diplegia espástica com marcha em tesoura e equino dinâmico, a consequência jurídica é a preferência por manejo conservador, funcional e multiprofissional, o que torna correta a alternativa C.

Tema central: Reabilitação funcional conservadora
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque propõe termoterapia por calor profundo como medida exclusiva. A base afasta soluções isoladas e passivas quando o caso exige compensação funcional, controle de espasticidade e melhora da marcha. Além disso, essa opção não atende ao componente de alinhamento biomecânico exigido no enunciado nem corresponde ao modelo oficial de reabilitação multidisciplinar do art. 15 da Lei nº 13.146/2015.
B
Errada
Está errada porque indica artrodese imediata como primeira opção terapêutica, antes de manejo conservador. A base é expressa ao afirmar que isso contraria a lógica de intervenção reabilitadora progressiva, individualizada e multiprofissional. O critério de exclusão é jurídico-assistencial: a prioridade normativa recai sobre avaliação multidisciplinar e medidas compensatórias funcionais, não sobre cirurgia definitiva imediata como primeira linha.
C
Certa
A alternativa C é a adequada porque se ajusta ao modelo de reabilitação previsto na base: abordagem multidisciplinar, medidas para compensar limitação funcional e foco na autonomia e participação social. No caso descrito, a órtese suropodálica cumpre a função de alinhamento biomecânico, a toxina botulínica se relaciona ao controle da espasticidade focal no equino dinâmico e a fisioterapia motora integra o cuidado reabilitador. Assim, a letra C é a opção compatível com o tratamento conservador e funcional exigido pelo enunciado.
D
Errada
Está errada porque substitui reabilitação por repouso absoluto e restrição funcional. Isso colide diretamente com os arts. 14 e 15 da Lei nº 13.146/2015, que orientam a habilitação e reabilitação ao desenvolvimento de potencialidades, autonomia, participação social e compensação de limitações funcionais. Repouso absoluto e uso de cadeira motorizada para evitar gasto energético não correspondem, na base, a estratégia principal adequada para melhorar marcha e funcionalidade nesse quadro.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre recurso que apenas reduz tônus ou dá conforto e a conduta efetivamente adequada para reabilitação funcional da marcha, que no caso exige simultaneamente controle focal da espasticidade, alinhamento biomecânico e fisioterapia.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o enunciado exigir funcionalidade da marcha, procure a alternativa que combine controle da espasticidade com compensação biomecânica e reabilitação motora, e desconfie de medida isolada.
  • Se houver quadro compatível com equino dinâmico em paralisia cerebral, a base oficial admite toxina botulínica como recurso para espasticidade focal.
  • Órtese entra como medida de compensação funcional e alinhamento; cirurgia imediata como primeira opção tende a contrariar o modelo conservador progressivo da reabilitação.
  • Elimine alternativas que troquem reabilitação por passividade, imobilização funcional ou supressão da atividade, porque a Lei nº 13.146/2015 orienta a autonomia e o desenvolvimento de aptidões.

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