Em “Aproximadamente 20% a 30% dos pacientes de Covid têm ne...

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Q1993779 Português

1. Leia o texto a seguir: 


Dificuldade de concentração pode ser sinal de nevoeiro cerebral; veja como cuidar

Sintomas incluem esquecimento, lentidão e sobrecarga com tarefas banais


Tenho dificuldade para me lembrar das coisas e muitas vezes me sinto exausto, como se não conseguisse "clarear" a cabeça. Isso é nevoeiro cerebral? E o que posso fazer para resolver?

O "branco" mental, quando aparece, pode ser confuso. O que você acabou de dizer? Você precisava comprar frango e cenouras no caminho para casa, ou era só frango? Por que de repente é tão difícil se concentrar no que você está fazendo, e por que parece que seu cérebro é 30 anos mais velho que você?

Se você está se sentindo lento e esquecido, se distrai facilmente ou fica completamente sobrecarregado por tarefas banais, pode estar enfrentando um fenômeno comum conhecido como névoa cerebral.

Embora não seja um diagnóstico clínico oficial que acabaria em um prontuário médico, o nevoeiro cerebral pode surgir após várias noites sem dormir, quando se tomam certos medicamentos, como anti-histamínicos, ou em consequência de "jetlag", entre muitos outros cenários.

Algumas pessoas experimentam uma espécie de nevoeiro cerebral após uma grande refeição, durante períodos particularmente estressantes da vida ou quando passam por grandes mudanças hormonais, como durante a gravidez ou a menopausa.

A condição também pode ser um sintoma de doença como lyme, lúpus e esclerose múltipla, após o tratamento de câncer ou mesmo durante um resfriado particularmente forte.

Nos últimos anos, o termo também começou a ser associado ao comprometimento cognitivo que muitas pessoas vivem durante ou após a Covid-19.

Aproximadamente 20% a 30% dos pacientes de Covid têm nevoeiro cerebral que persiste ou se desenvolve durante os três meses após a infecção inicial, e mais de 65% daqueles com Covid longa também relatam sintomas neurológicos.

"Está se tornando uma crise de saúde neurológica", disse Michelle Monje, neurologista da Universidade de Stanford que estudou o comprometimento cognitivo relacionado à quimioterapia e ao coronavírus.

QUANDO VOCÊ DEVE CONSULTAR UM MÉDICO?

O nevoeiro cerebral pode ser frustrante e preocupante, não importa quando ou como você o sinta. Os problemas cognitivos podem aumentar e diminuir, tanto naquela relacionada à Covid19 como em outros tipos, disse Jacqueline Becker, neuropsicóloga clínica do Hospital Mount Sinai, em Nova York.

Mas se os sintomas persistirem por várias semanas ou tornarem a vida extremamente difícil, você deve procurar uma avaliação médica.

"Algumas pessoas são capazes de continuar seu trabalho e sua vida normal, mas podem precisar fazer pausas mais frequentes entre as tarefas", disse Becker. "E há outras que ficam completamente incapacitadas por isso."

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2022/09/dificuldade-deconcentracao-pode-ser-sinal-de-nevoeiro-cerebral-veja-como-cuidar.shtml. Excerto. Acesso em 20/09/2022.

Em “Aproximadamente 20% a 30% dos pacientes de Covid têm nevoeiro cerebral que persiste ou se desenvolve durante os três meses após a infecção inicial, e mais de 65% daqueles com Covid longa também relatam sintomas neurológicos” (8º parágrafo), o elemento destacado introduz uma oração subordinada:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C) adjetiva restritiva

Tema central: A questão aborda o tema de orações subordinadas adjetivas restritivas, parte fundamental da sintaxe e recorrente em provas de concursos.

No trecho analisado, temos: “Aproximadamente 20% a 30% dos pacientes de Covid têm nevoeiro cerebral que persiste ou se desenvolve durante os três meses após a infecção inicial...”

A expressão destacada ("que persiste ou se desenvolve...") é uma oração introduzida pelo pronome relativo “que”. Ela qualifica e restringe o sentido de “nevoeiro cerebral”, esclarecendo especificamente qual tipo de nevoeiro cerebral é tido pelos pacientes: aquele que persiste ou surge após a infecção.

Regra gramatical: Segundo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), as orações subordinadas adjetivas restritivas esclarecem e limitam um substantivo anterior, não sendo separadas por vírgulas. Funcionam como um adjetivo, delimitando o referente (no caso, “nevoeiro cerebral”).

Justificativa das alternativas:

A) Substantiva predicativa – Incorreta: não há função de predicativo aqui, já que não há verbo de ligação nem ideia de atributo ao sujeito.
B) Substantiva apositiva – Incorreta: não há função de aposto, pois a oração não explica, apenas restringe.
C) Adjetiva restritiva – Correta: introduzida pelo relativo “que”, restringe o substantivo antecedente, sem uso de vírgula, exatamente conforme a norma-padrão.
D) Adjetiva explicativa – Incorreta: resultaria em informação acessória, destacada por vírgula, o que não ocorre no trecho.

Dica de prova: Leia atentamente a pontuação: as restritivas não usam vírgulas; as explicativas, sim. O pronome relativo pode introduzir as duas, mas o sentido (acessório ou restritivo) é marcado principalmente pela vírgula.

Segundo Cunha & Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo), essa distinção é essencial para o bom entendimento dos períodos compostos e frequentemente usada como pegadinha em concursos.

Resumo: Se a oração qualifica e limita o termo anterior, é adjetiva restritiva!

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Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

sem vírgula: restringe

com vírgula: explica

reStritiva= Sem vírgula

expliCativa= Com vírgula

Para saber se uma oração é adjetiva, troca o QUE por a/o qual.

Se couber é adjetiva, se não couber, troque por ISSO, se couber então será uma oração subordinada substantiva.

No nosso caso temos que:

Aproximadamente 20% a 30% dos pacientes de Covid têm nevoeiro cerebral que persiste ou se desenvolve durante os três meses[...]

Têm nevoeiro cerebal a qual persiste ...

Perceba que cabe perfeitamente a qual.

Então estamos diante de uma oração subordinada adjetiva, resta saber se é restritiva ou explicativa.

1° - oração restritiva, o pronome nome já diz, restringe, ou seja, ela não tem vírgulas.

2° - oração explicativa, explica algo, vem separado por vírgulas.

Então, no caso em questão, estamos diante de uma Oração Subordinada Adjetiva Restritiva.

Orações subordinadas adjetivas: restritivas, explicativas

Atenção para o uso das vírgulas.

Se vírgula há > explicação terá (todo)

Se vírgula não tem > é restritiva, meu bem (parte de um todo)

Q1986217

Q1968544

Adjetivas: dividem-se em dois tipos. São introduzidas por um pronome relativo.( que, o qual,onde, cujo)

Explicativas: explicam ou dão algum esclarecimento sobre a oração principal. (POSSUEM VÍRGULAS)

João, / que é o ex-integrante da comissão, / chegou ontem. (Oração Principal / Oração Subordinada Adjetiva Explicativa / Oração Principal).

Restritivas: restringem a informação da oração principal. Não possuem vírgulas.

O homem / que mora ao lado / é mal-humorado. (Oração Principal / Oração Subordinada Adjetiva Restritiva / Oração Principal).

Para entender, basta perguntar: qualquer homem é mal-humorado? Não. Só o que mora ao lado.

Exemplos:

A cidade / onde moro / é linda. (Oração Principal / Oração Subordinada Adjetiva Restritiva / Oração Principal).

A medida / cuja autoria se deve a José / foi benéfico para o país. (Oração Principal / Oração Subordinada Adjetiva Restritiva / Oração Principal).

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