Em relação a atenção do recém-nascido (RN), marque a altern...
Gabarito comentado
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Tema central: cuidados imediatos ao recém-nascido em sala de parto (termorregulação, risco de necessidade de ventilação e precauções de biossegurança). O foco é reconhecer fatores que aumentam a chance de ventilação na reanimação neonatal e medidas ambientais adequadas.
Alternativa correta: B
Justificativa: O parto cesáreo eletivo entre 37–39 semanas, sem trabalho de parto, aumenta o risco de o RN necessitar de ventilação/CPAP por retardo na absorção do líquido pulmonar (taquipneia transitória do RN). A ausência do estresse do trabalho de parto reduz a liberação de catecolaminas e a reabsorção do líquido alveolar, predispondo desconforto respiratório imediato. Diretrizes da SBP – Reanimação do RN (atualizações alinhadas ao NRP/AHA 2020–2021) e revisões da ILCOR/AHA reconhecem cesárea sem trabalho de parto como fator de risco para necessidade de ventilação.
Análise das alternativas incorretas
A – Afirmar que a sala de parto deve ter “no mínimo 30°C” é incorreto. As recomendações do NRP/AHA e da OMS sugerem manter a sala entre 23–26°C (pelo menos ≥25–26°C em muitos protocolos), associando-se a outras medidas térmicas (secagem vigorosa, fonte de calor radiante; para prematuros, envoltório plástico e gorro). Temperaturas de 30°C são desnecessárias e pouco factíveis, sem benefício comprovado para termos.
C – O risco de reanimação não aumenta com maior idade gestacional ou peso. É o oposto: menor idade gestacional e baixo peso elevam a probabilidade de necessidade de ventilação e suporte avançado, conforme SBP/NRP. Outros fatores: corioamnionite, anestesia geral, gemelaridade, malformações, e cesárea sem trabalho de parto.
D – Dizer que “não é necessário uso de luvas ou máscaras” é incorreto. Em sala de parto aplicam-se precauções padrão: uso de luvas para contato com sangue e fluidos inevitáveis no parto e máscara/óculos quando há risco de respingos. Diretrizes do MS/ANVISA e boas práticas de neonatologia recomendam esses EPIs para segurança da equipe e do RN.
Dicas de prova
- Associe “cesárea eletiva sem trabalho de parto” a taquipneia transitória e maior chance de ventilação/CPAP iniciais.
- Para temperatura ambiental, memorize faixa 23–26°C + medidas térmicas; valores muito altos costumam ser armadilha.
- “Maior GA/peso = maior risco” é inversão clássica de lógica: lembre que prematuros/baixo peso são os mais vulneráveis.
- EPIs são “precauções padrão” na assistência ao RN logo após o parto.
Referências rápidas: SBP – Reanimação do RN (consenso alinhado ao NRP/AHA 2020–2021); ILCOR 2020; OMS – Thermal Protection of the Newborn.
Gabarito: B
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