Sobre o pré-natal de uma gestação de alto risco, marque a ...
Gabarito comentado
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Tema central: classificação de alto risco gestacional no pré-natal e reconhecimento de condições clínicas que exigem vigilância e conduta específica na Atenção Básica e na rede de referência.
Gabarito (INCORRETA): A
Por quê? A afirma que a idade materna nunca é fator de risco. Isso contraria diretrizes. A idade extrema é critério clássico de risco: adolescência (<15–16 anos) e ≥35 anos (especialmente ≥40) aumentam eventos como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, parto prematuro, baixo peso ao nascer e anomalias cromossômicas. Referências: Ministério da Saúde – Gestação de Alto Risco; ACOG; OMS; UpToDate.
Estratégia de prova: termos absolutos como “nunca” costumam sinalizar erro. Em saúde materna, idade, comorbidades e condições obstétricas são pilares da estratificação de risco.
Análise das demais alternativas (corretas):
B) Descreve pré-eclâmpsia como hipertensão após 20 semanas com proteinúria e resolução até 12 semanas pós-parto, podendo ocorrer antes em doença trofoblástica gestacional e hidrópsia fetal. Está alinhado às definições clássicas (MS/ACOG/OMS). Observação importante para a prova: hoje admite-se o diagnóstico sem proteinúria quando há disfunção de órgão-alvo (plaquetopenia, elevação de transaminases, insuficiência renal, edema pulmonar, cefaleia/escotomas) — mas o enunciado permanece compatível com critérios tradicionais. A distinção com hipertensão crônica se faz quando a PA persiste além de 12 semanas pós-parto.
C) A doença periodontal associa-se a parto prematuro e baixo peso ao nascer, possivelmente por inflamação sistêmica (citocinas como IL-6, TNF-α) que pode desencadear trabalho de parto. Diretrizes do MS e da OMS recomendam avaliação e tratamento odontológico durante a gestação (seguros e benéficos). A evidência sobre reduzir prematuridade com tratamento ainda é variável, mas a associação é reconhecida e o cuidado é indicado.
D) A via de parto é obstétrica, definida pelo profissional/ equipe que assiste o parto, com base em indicações clínicas e condições materno-fetais no momento. Regra: via vaginal quando possível; cesariana por indicação (sofrimento fetal, apresentação pélvica com critérios, placenta prévia, entre outras). Coerente com MS/OMS/ACOG.
Dica prática para a Atenção Básica: identifique precocemente fatores de risco (idade extrema, comorbidades, história obstétrica, uso de drogas, múltiplos) e organize o pré-natal compartilhado com unidade de alto risco. Sinais de alarme (PA ≥140/90, cefaleia intensa, epigastralgia, redução de movimentos fetais) exigem referência imediata.
Referências úteis: Ministério da Saúde – Gestação de Alto Risco; ACOG Practice Bulletin Preeclampsia; OMS Recommendations on Antenatal Care; UpToDate – Preeclampsia: clinical features and diagnosis.
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