Os distúrbios do metabolismo lipídico, ou dislipidemias, pri...
Os distúrbios do metabolismo lipídico, ou dislipidemias, primários podem ser classificados em função de sua relação com o metabolismo de triglicérides (TG), de low density lipoprotein-colesterol (LDL-c) ou de high density lipoprotein-colesterol (HDL-c). Assinale a alternativa correta em relação a esses distúrbios.
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Tema central: As dislipidemias primárias, especialmente as genéticas, constituem um tema muito relevante na Endocrinologia clínica e em provas de concursos públicos para médicos. O conhecimento sobre mecanismos genéticos, manifestações clínicas e diagnóstico diferencial desses distúrbios é essencial para atuação em serviços públicos e elaboração de conduta.
Análise da alternativa correta (B):
“A hipercolesterolemia familiar é doença monogênica, com transmissão autossômica dominante e resulta da deficiência de receptores da low density lipoprotein (LDL).”
Essa proposição é correta, conforme definido nas diretrizes brasileiras e nos principais livros de referência (ex: Endocrinologia Clínica – Sposito AC, Harrison's Principles of Internal Medicine). A Hipercolesterolemia Familiar (HF) é causada, na maioria dos casos, por mutações no gene do receptor de LDL (LDLR), o que reduz ou elimina a capacidade do fígado de remover LDL-c da circulação. Trata-se de condição autossômica dominante, resultando em níveis elevados de LDL-c desde o nascimento e, por consequência, risco aumentado para doenças cardiovasculares precoces. Diretriz Brasileira de HF (2021): “A HF é uma doença genética autossômica dominante, caracterizada por níveis elevados de LDL desde o nascimento.”
Análise das alternativas incorretas:
A) A xantomatose cerebrotendinosa cursa com colesterol normal ou baixo e níveis de colestanol elevados. Aterosclerose pode ocorrer, não sendo “extremamente rara”. Não cursa com elevação de TG.
C) A HF autossômica recessiva tem gravidade geralmente menor que a forma homozigota clássica da HF (que é gravíssima), sendo um erro afirmar que é “muito mais grave”. O risco cardiovascular é menor na forma recessiva do que na homozigótica dominante.
D) A apoproteína B-100 defeituosa familiar é rara (não afeta 1 em cada 10-20 pessoas!), se manifesta com hipercolesterolemia isolada, não com hipertrigliceridemia.
E) A hiperlipidemia familiar combinada é transmitida de modo autossômico dominante (e não recessivo) e se caracteriza usualmente por elevação de LDL-c e/ou TG. HDL-c não está elevado na doença, podendo até estar baixo.
Dicas para provas: Fique atento a termos como “autossômico dominante”, associações erradas de marcadores bioquímicos e prevalências exageradamente elevadas ou baixas – são pegadinhas comuns! Sempre relacione a base genética ao perfil lipídico esperado.
Conclusão: O domínio dos conceitos-chave e atenção aos detalhes da fisiopatologia são determinantes na aprovação em concursos públicos de Medicina.
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