“A mãe terra enfrenta dias sombrios. O mundo atravessa sua m...
“A mãe terra enfrenta dias sombrios. O mundo atravessa sua maior crise social, econômica e política provocada pela pandemia do covid-19 que atinge apenas seres humanos, colocando a humanidade em profunda reflexão e resistência pela preservação da vida. Nós povos indígenas, assim como os brancos também sofremos e somos vitimados por este vírus que já ceifou milhares de vidas no planeta. É hora de refletir sobre o modo de vida que exercemos até os dias atuais, pois as diversas crises ambientais como aquecimento global e o forte desmatamento foram o prenúncio do que estamos vivendo hoje, foram os alertas da mãe terra de que nosso modo de existir necessita ser repensado e por hora nossa solidariedade precisa ser exercida. (..) Somam-se mais de 30 etnias impactadas por vítimas fatais do covid-19 em todo território nacional, dentre as quais, em sua maioria de idosos que são nossos tesouros vivos, nossa fonte de manutenção ancestral e cultural. (...).” (Carta Final da Assembleia de Resistência Indígena - Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, APIB, Brasil, 09 de maio de 2020).
Ao utilizar o texto acima como fonte/documento é possível produzir uma análise sobre as populações indígenas, na contemporaneidade no Brasil, privilegiando os seguintes aspectos:
I- Esta carta da APIB é uma denúncia, na contemporaneidade, do quanto os povos indígenas no Brasil necessitam do progresso tecnológico dos brancos defendendo a imediata ocupação e o desenvolvimento da Amazônia.
II- Os povos indígenas alertam, na carta da APIB, para a urgência de se repensar a relação humana com o planeta Terra e com as políticas públicas que deveriam ser baseadas na solidariedade e compromisso com a manutenção dos territórios e da vida indígena.
III- O Movimento Indígena Brasileiro, representado pela APIB, não procura demonstrar a fragilidade dos povos indígenas diante do covid-19.
IV- Embora a carta da APIB alerte para o risco da consolidação do genocídio dos povos indígenas, iniciado em 1500, nós historiadoras e historiadores devemos nos prender à verdade de que eles sobrevivem até a contemporaneidade no Brasil e não será uma gripe que irá exterminá-los.
A alternativa que responde CORRETAMENTE é: