O Teste da Orelhinha faz parte de um conjunto de ações que d...
Caso clínico: E. G. S., 1 mês e 27 dias, foi trazido pelos seus pais para a realização do Teste da Orelhinha no ambulatório do HCMR. A gestação foi de 35 semanas, o bebê nasceu cansadinho, precisou de suporte ventilatório na UTI, ficou internado 12 dias e recebeu alta sem nenhuma outra intercorrência. Ao realizar os exames, obteve o seguinte resultado: reflexo palpebral presente por meio de estímulo do agogô, EOA presentes bilateralmente. Os pais relatam preocupação com o desenvolvimento da linguagem e da audição do filho, uma vez que há caso na família de deficiência auditiva.
Marque a alternativa que estabelece a conduta adequada para esse paciente.
Gabarito comentado
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Alternativa correta: E
1. Tema central da questão
A questão trata do procedimento correto diante de um recém-nascido com fatores de risco para deficiência auditiva, especialmente após um Teste da Orelhinha (EOA) normal, mas com antecedentes neonatais e familiares relevantes.
2. Resumo teórico
O Teste da Orelhinha (Triagem Auditiva Neonatal) utiliza as Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA) para identificar perdas auditivas. Em bebês com indicadores de risco (como prematuridade, internação em UTI, suporte ventilatório, ou histórico familiar), a triagem deve ser complementada com o PEATE automático (Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico), conforme as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia e do Ministério da Saúde (Manual de Atenção à Triagem Auditiva Neonatal, 2012).
3. Justificando a alternativa correta (E)
A alternativa E propõe realizar o PEATE automático adicionalmente ao EOA para completar a triagem, oferecer orientações à família e assegurar acompanhamento audiológico até os 3 anos, pois há alto risco de deficiência auditiva. Isso está em total acordo com os protocolos nacionais e internacionais, que recomendam vigilância ampliada nesses casos.
4. Por que as demais alternativas estão erradas?
A: Não contempla a realização do PEATE, essencial para bebês de risco.
B: O reteste só é indicado em casos de falha inicial; aqui, o EOA foi normal, e a indicação é o PEATE complementar.
C: Errada ao considerar o bebê como de baixo risco, desconsiderando fatores clínicos.
D: Só encaminharia para avaliação se o reteste fosse negativo, o que não condiz com o protocolo para bebês de risco com EOA normal.
Dica de interpretação: Atenção aos fatores de risco no enunciado e à necessidade de protocolos diferenciados para esses casos. Palavras-chave como “acompanhamento” e “completar a triagem” são essenciais para identificar a conduta adequada.
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