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Q3746557 Artes Plásticas
No final da década de 1960, em um contexto de efervescência política e social na Europa, surgiu na Itália um movimento artístico de vanguarda que contestava radicalmente o consumismo da sociedade capitalista e a mercantilização da arte. Este movimento, cujo termo foi cunhado pelo crítico Germano Celant em 1967, caracterizou-se pela utilização de materiais simples, cotidianos e não convencionais em contraposição aos materiais nobres tradicionais da arte. Artistas como Michelangelo Pistoletto, Giovanni Anselmo, Jannis Kounellis, Mario Merz e Giuseppe Penone valorizavam os processos de transformação natural dos materiais, o efêmero, e propunham uma democratização da arte através da utilização de materiais acessíveis. Este movimento também enfatizava a dimensão conceitual da obra, a alquimia entre materiais naturais e industriais, e representava uma crítica contcontundente ao establishment artístico e ao mercado de arte. Estamos falando do movimento:
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