Referente ao diagnóstico e ao tratamento de Leia, é correto...
O CASO CLÍNICO A SEGUIR SE REFERE À QUESTÃO.
Leia, 35 anos, balconista de farmácia, procura seu
médico de família e comunidade queixando-se de
uma mancha na coxa esquerda que surgiu há seis
meses. A mancha não coça e não melhora com automedicação de pomadas. Recentemente notou o surgimento de nova mancha próxima à antiga. Relatou
que a primeira mancha aumentou de tamanho e se
tornou dormente, moti vos que a levaram a procurar
a sua Unidade Básica de Saúde. Nega uso de outros
medicamentos e comorbidades e está com o cartão
vacinal atualizado. Cuida em sua casa, como voluntária de uma ONG, de dois gatos e de três cães abandonados.
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Tema central da questão: Trata-se do diagnóstico e tratamento da hanseníase (lepra), doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, transmitida entre humanos em contato íntimo e prolongado, que compromete pele e nervos periféricos.
Justificativa para a alternativa correta (A):
O diagnóstico da hanseníase, conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde (2022), é (na maioria dos casos) clínico-epidemiológico, sustentado por:
- Presença de lesão de pele com alteração de sensibilidade ao toque, dor, calor ou frio;
- Espessamento neural com ou sem sintomas motores e/ou sensitivos;
- Histórico epidemiológico relevante.
O tratamento segue poliquimioterapia (rifampicina, dapsona e clofazimina), conforme OMS e PCDT.
Análise das alternativas incorretas:
- B) Incorreta: Corticoide e hidratante podem ser usados em algumas dermatoses, porém não curam hanseníase e não fazem parte do tratamento básico.
- C) Errada: O antimonial pentavalente é fármaco para Leishmaniose, não para Hanseníase. O diagnóstico não depende de confirmação parasitológica.
- D) Equivocada: Baciloscopia pode ser útil, mas não é obrigatória para diagnóstico segundo o PCDT. Exame eletrofisiológico é adjuvante e não essencial. O tratamento está correto (poliquimioterapia), mas os exames citados não são pré-requisito.
Dicas estratégicas de prova: Atenção a palavras-chave como “clínico” e “epidemiológico”. Ao ler sobre manchas dormentes com evolução lenta e ausência de melhora com pomadas comuns, pense em hanseníase. Questões muitas vezes induzem ao erro trazendo tratamentos ou exames inadequados que servem para outras dermatoses tropicais (ex: leishmaniose, micoses).
Referência normativa:
Segundo o PCDT de Hanseníase do Ministério da Saúde, na seção “Diagnóstico Clínico”: “O diagnóstico da hanseníase é essencialmente clínico, realizado por meio de avaliação dermatoneurológica...” No tratamento: “A terapia padrão é a poliquimioterapia, conforme esquema estabelecido pela OMS.”
Resumo: Diagnóstico da hanseníase é eminentemente clínico-epidemiológico; tratamento é feito com poliquimioterapia pelo SUS. Essa estratégia é fundamental para garantir a cura, interromper a cadeia de transmissão e reduzir incapacidades.
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