A atuação do Terapeuta Ocupacional (TO) na Unidade Neonatal...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: D - Ausência da equipe multidisciplinar completa
1. Tema central da questão:
A questão aborda a atuação do terapeuta ocupacional na Unidade Neonatal, especialmente sobre a indicação de órteses para recém-nascidos. Entender quais fatores realmente limitam essa indicação é essencial para uma prática baseada em evidências e para o sucesso em concursos públicos.
2. Resumo teórico:
No contexto da neonatologia, a prescrição de órteses visa prevenir deformidades e auxiliar no desenvolvimento funcional do bebê. Porém, nem todos os recém-nascidos são candidatos ideais para o uso dessas intervenções. Fatores como instabilidade clínica (quando o bebê não está clinicamente estável), falta de adesão familiar e a complexidade do tratamento podem limitar ou contra-indicar o uso de órteses, segundo as principais referências da área (Pérez-Rico et al., 2017; Crefito; Diretrizes Brasileiras para Terapia Ocupacional em Neonatologia).
3. Justificativa da alternativa correta:
D - Ausência da equipe multidisciplinar completa: Esta alternativa está correta por ser a EXCEÇÃO. A indicação de órteses não depende, necessariamente, de uma equipe multidisciplinar completa. O terapeuta ocupacional é o profissional habilitado para avaliar, prescrever e confeccionar órteses dentro de sua competência, conforme as normativas do COFFITO (Resolução nº 482/2017). Mesmo na ausência de outros profissionais, se o TO identificar a necessidade e houver condições clínicas e familiares adequadas, a órtese pode ser indicada.
4. Análise das alternativas incorretas:
A - Instabilidade clínica: Um bebê com instabilidade clínica, como alterações hemodinâmicas ou respiratórias, não deve ser submetido à prescrição de órteses, pois isso pode piorar seu estado geral. Portanto, este é, sim, um fator limitante.
B - Falta de participação da família no programa terapêutico: A família é fundamental no cuidado neonatal. Se não há envolvimento familiar, a adesão ao uso da órtese pode ser prejudicada, aumentando o risco de complicações e inviabilizando o tratamento.
C - Complexidade do tratamento: Quando o tratamento geral do bebê já é complexo, adicionar uma órtese pode não ser viável, pois há risco de sobrecarga para o paciente e a equipe, o que pode comprometer o resultado.
Dica de prova: Em questões com “exceto”, inverta seu raciocínio: procure a opção que não representa um impedimento real à situação proposta. Atenção para não confundir fatores contextuais (como equipe completa) com fatores diretamente ligados ao paciente e ao tratamento.
Fontes consultadas: COFFITO (Resolução nº 482/2017); Pérez-Rico et al. (2017); Diretrizes Brasileiras para Terapia Ocupacional em Neonatologia.
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