Um paciente portador de hérnia inguinal do tipo Nyhus III B...

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Q4151920 Medicina
Um paciente portador de hérnia inguinal do tipo Nyhus III B é submetido a tratamento cirúrgico pelo método de Rives. Esse método tem como caraterística o seguinte procedimento: 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é o plano anatômico característico da técnica de Rives. Como o enunciado pede especificamente a característica do método de Rives no reparo de hérnia inguinal, deve-se reconhecer que Rives corresponde à abordagem pré-peritoneal, geralmente com prótese nesse espaço.

Tema central: Técnica de Rives
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque a característica definidora do método de Rives é o reparo pela via pré-peritoneal. O ponto decisivo não é apenas usar prótese, mas o fato de o reforço ser feito no espaço pré-peritoneal, o que distingue essa técnica das herniorrafias anteriores por sutura e das hernioplastias com tela em plano anterior.
B
Errada
Está errada porque tela pré-aponeurótica, livre de tensão, descreve a técnica de Lichtenstein, feita pela via anterior. O erro médico é trocar o plano da prótese: em Lichtenstein, a tela é anterior/pré-aponeurótica; em Rives, o elemento definidor é o plano pré-peritoneal.
C
Errada
Está errada porque sutura da fáscia transversalis em múltiplos planos corresponde a técnica tecidual, classicamente Shouldice, e não ao método de Rives. O confronto decisivo é entre reconstrução tecidual da parede posterior e reparo protético no espaço pré-peritoneal.
D
Errada
Está errada porque a sutura do tendão conjunto ao ligamento inguinal é o passo clássico da técnica de Bassini. Isso caracteriza herniorrafia tecidual anterior e não a técnica de Rives, que se define pelo acesso pré-peritoneal.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre técnicas que usam tela e técnica de Rives. O decisivo não é a presença de prótese nem a ideia de reparo sem tensão, mas sim o plano anatômico pré-peritoneal.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão trouxer epônimo cirúrgico, identifique primeiro o plano anatômico do reparo.
  • Diferencie técnica tecidual anterior de técnica protética pré-peritoneal antes de olhar detalhes secundários.
  • Associe os epônimos clássicos aos seus passos definidores: Bassini = tendão conjunto ao ligamento inguinal; Shouldice = fáscia transversalis em múltiplos planos; Lichtenstein = tela anterior livre de tensão; Rives = pré-peritoneal.

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