A biologia molecular revolucionou o diagnóstico de doenças ...

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Ano: 2025 Banca: IDCAP Órgão: UEFS Prova: IDCAP - 2025 - UEFS - Médico Veterinário |
Q3363671 Veterinária
A biologia molecular revolucionou o diagnóstico de doenças infecciosas na Medicina Veterinária, permitindo a detecção rápida e precisa de agentes patogênicos. Métodos moleculares como a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) são amplamente utilizados para identificar microrganismos em amostras biológicas, mesmo quando presentes em quantidades mínimas. Em um surto de diarreia severa em leitões, um veterinário suspeitou de infecção pelo vírus da Diarreia Epidêmica Suína (PEDV). Para confirmar o diagnóstico, ele optou por um exame que amplifica segmentos específicos do material genético do vírus, permitindo sua identificação com alta sensibilidade e especificidade. Qual exame laboratorial foi utilizado para detectar o agente causador da doença?
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: métodos de biologia molecular no diagnóstico de doenças infecciosas veterinárias, com foco na detecção direta do agente por PCR em surtos de diarreia por PEDV.

Alternativa correta: B — PCR (Reação em Cadeia da Polimerase)

A PCR, no contexto de vírus de RNA como o PEDV, é aplicada como RT-PCR/RT-qPCR (transcrição reversa seguida de PCR), permitindo amplificar segmentos específicos do genoma viral diretamente de fezes, conteúdo intestinal ou swabs retais. Vantagens: alta sensibilidade (detecta baixa carga viral), alta especificidade (alvos como genes N/S), e rapidez, essenciais em surtos. Diretrizes do WOAH/OIE – Manual de Testes Terrestres recomendam RT-PCR em tempo real como método de escolha para PEDV. Referências: WOAH Manual (PEDV); Fenner’s Veterinary Virology; revisões laboratoriais em saúde suína.

Raciocínio clínico: em leitões com diarreia aquosa intensa e alta mortalidade, é crucial identificar rapidamente o agente etiológico. Métodos que detectam o vírus diretamente (RT-PCR) superam os que dependem de resposta imune (sorologia), especialmente no início do surto, quando anticorpos ainda não estão detectáveis.

Análise das alternativas incorretas

A — Cultura viral: embora isole o vírus, é lenta, tecnicamente exigente (ex.: Vero com tripsina) e menos sensível em amostras clínicas com baixa carga ou inibidores. Em surto, não é o método mais ágil para confirmação etiológica. Usada mais para pesquisa/isolamento e não para triagem rápida.

C — Teste de aglutinação: detecta geralmente anticorpos/antígenos por aglutinação, mais comum para bactérias (ex.: Brucella). Não amplifica material genético e não é padrão para PEDV. Baixa sensibilidade/especificidade para esse contexto.

D — ELISA: pode detectar anticorpos (sorologia) ou antígenos, mas na prática para PEDV é mais utilizado para triagem sorológica e monitoramento de exposição. Em fase aguda inicial, anticorpos podem estar ausentes, levando a falso-negativos. Não oferece a mesma sensibilidade e rapidez da RT-qPCR para confirmação do agente.

Dicas de prova

  • Se o enunciado enfatiza amplificação do material genético e “alta sensibilidade/especificidade”, pense em PCR/RT-qPCR.
  • Sorologia (ELISA/aglutinação) indica exposição/imunidade, não confirma o agente na fase muito inicial.
  • Cultura viral é confirmatória, porém lenta e menos prática em surtos.

Referências essenciais: WOAH (OIE) Manual of Diagnostic Tests for Terrestrial Animals – PEDV: RT-qPCR recomendado; Fenner’s Veterinary Virology (coronavírus entéricos suínos); revisões técnicas de laboratórios de sanidade suína sobre PADRÃO RT-qPCR para PEDV.

Gabarito: B

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