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Ano: 2025 Banca: IDCAP Órgão: UEFS Prova: IDCAP - 2025 - UEFS - Médico Veterinário |
Q3363666 Veterinária
Os mosquitos desempenham um papel significativo na transmissão de doenças infecciosas, incluindo diversas arboviroses que afetam tanto humanos quanto animais. Entre os vetores mais importantes estão os mosquitos do gênero Aedes, Culex e Anopheles, cada um associado a doenças específicas. Em uma fazenda localizada em área tropical, o médico veterinário foi chamado para avaliar um surto de anemia infecciosa equina (AIE) e febre do Nilo Ocidental, doenças transmitidas por insetos hematófagos. Após a investigação epidemiológica, o profissional recomendou o controle ambiental como medida essencial para reduzir a população de vetores e minimizar os riscos de transmissão. Com base no contexto descrito, qual é a principal estratégia para o controle de mosquitos vetores nessas situações?
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Tema central: Epidemiologia e controle de vetores hematófagos (mosquitos e moscas) em zoonoses/arboviroses. O foco é reconhecer a estratégia mais efetiva e aplicável no manejo de surtos em áreas rurais: o controle ambiental integrado.

Alternativa correta: DControle do ambiente, eliminando criadouros (água parada), uso de larvicidas em pontos estratégicos e repelentes nos animais.

Justificativa: Essa é a base do Manejo Integrado de Vetores (MIV), recomendado por OMS/OPAS e pelo Ministério da Saúde, e aplicável ao contexto veterinário (WOAH/OIE). Para Febre do Nilo Ocidental (vetor principal: Culex), reduzir água parada corta o ciclo do mosquito. Em AIE (transmitida principalmente por Tabanidae e Stomoxys – moscas hematófagas, transmissão mecânica), medidas ambientais e de proteção individual (repelentes, telas, manejo de esterco) reduzem contato vetor-hospedeiro. A aplicação de larvicidas (ex.: BTI, metopreno) em criadouros não elimináveis e o uso de repelentes piretroides em equídeos complementam a estratégia. Referências: OMS/OPAS – Manejo Integrado de Vetores; CDC – West Nile Virus; WOAH – Anemia Infecciosa Equina.

Como interpretar a questão: Procure palavras-chave como eliminar criadouros + larvicidas + proteção individual. Desconfie de promessas absolutas (“eliminar o risco”) ou abordagens farmacológicas para vírus.

Análise das alternativas incorretas:

A – “Antibióticos no rebanho”: Vírus não respondem a antibióticos; além disso, risco de resistência microbiana e nenhuma ação sobre a transmissão vetorial. Vai contra boas práticas e diretrizes (OMS/FAO/WOAH sobre uso prudente de antimicrobianos).

B – “Substituir por espécies resistentes”: Não há espécie doméstica comprovadamente “resistente” às arboviroses relevantes de forma a interromper transmissão. Além de inviável econômica e eticamente, não controla os vetores no ambiente.

C – “Vacinação massiva contra todas as arboviroses, eliminando o risco”: Não existe vacina para “todas” as arboviroses. Em equinos, há vacinas contra WNV em alguns países, mas não para AIE; e vacinação não elimina a presença de mosquitos, exigindo sempre MIV. A afirmação “eliminando o risco” é uma pegadinha clássica.

Dicas práticas para a fazenda:

– Drenar/vedar bebedouros e objetos que acumulem água; manejar esterco e matéria orgânica; limpar calhas e valas; aplicar BTI/metopreno em criadouros inevitáveis; estabular equinos no crepúsculo; usar repelentes piretroides, mantas/máscaras e telas nas baias.

Fundamentação: OMS/OPAS (Manejo Integrado de Vetores), CDC (West Nile Virus – Prevention), WOAH (AIE – capítulo de controle), Ministério da Saúde – Diretrizes de controle de arboviroses.

Gabarito: D.

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