A leptospirose é uma zoonose bacteriana causada por bactéri...
Gabarito comentado
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Tema central: prevenção da leptospirose bovina em contexto de surto reprodutivo (abortos, queda de produção). A doença é causada por Leptospira, transmitida sobretudo por contaminação ambiental (água/solo/alimentos) com urina de animais infectados, tendo roedores como reservatórios-chave. Em bovinos, destacam-se os sorovares Hardjo e Pomona.
Gabarito: D — controle integrado com controle de roedores, vacinação periódica e manejo de água e alimentos.
Por que a D é correta? A prevenção eficaz requer abordagem de barreiras múltiplas:
- Controle de roedores: reduz a contaminação por urina infectada (reservatórios de Icterohaemorrhagiae). Medidas: vedação de silos/depósitos, eliminação de abrigo e alimento, iscas e manejo ambiental.
- Vacinação periódica do rebanho: vacinas multissoro (incluindo Hardjo/Pomona) diminuem abortos e excreção urinária; exigem booster regular (geralmente 4–6 meses em áreas endêmicas).
- Manejo da água e alimentos: proteger bebedouros/reservatórios, drenar áreas alagadiças, evitar poças e acesso a cursos d’água estagnados, higienizar cochos, gerenciar dejetos e evitar contato com água possivelmente contaminada.
Essas medidas estão alinhadas a diretrizes da WOAH/OIE (Terrestrial Manual – Leptospirosis), OMS e revisões do UpToDate e Radostits.
Como interpretar na prova: palavras-chave como “urina”, “roedores”, “água” e “abordagem combinada” apontam para medidas integradas, não soluções únicas.
Por que as demais estão incorretas?
A — Isolamento apenas é insuficiente e a premissa é falsa: a transmissão não é só por contato direto; ocorre, principalmente, por via indireta ambiental. Leptospira sobrevive semanas em água/solo úmidos (pH neutro–alcalino).
B — Antibiótico preventivo trimestral para todo o rebanho não é recomendado: favorece resistência, tem eficácia limitada em portadores crônicos e não substitui vacinação/controle ambiental. Antibióticos (ex.: oxitetraciclina, estreptomicina) têm uso terapêutico/estratégico, não profilaxia em massa.
C — Restringir totalmente o acesso à água é impraticável, viola bem-estar e compromete produção. O correto é garantir água potável e protegida, não privação.
Diagnóstico (contextual): em surtos reprodutivos, pensar em leptospirose. Confirmar com MAT (sorologia pareada), PCR em urina/tecidos fetais/placenta, e cultura (difícil). A identificação do sorovar orienta vacinação e controle no rebanho.
Referências essenciais: WOAH Terrestrial Manual – Leptospirosis; WHO/OMS – Human leptospirosis: guidance; UpToDate – Leptospirosis; Radostits et al., Veterinary Medicine; CDC – Leptospirosis.
Dica para a prova: desconfie de alternativas que proponham “medida única” ou “antibiótico profilático de rotina” para zoonoses ambientais — geralmente contrariam diretrizes.
Conclusão: a prevenção efetiva depende do tripé vacinação + controle de roedores + manejo higiênico da água e alimentos.
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