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Ano: 2025 Banca: IDCAP Órgão: UEFS Prova: IDCAP - 2025 - UEFS - Médico Veterinário |
Q3363659 Veterinária
A cadeia epidemiológica de uma doença é composta por elementos essenciais que permitem sua transmissão dentro de uma população. Compreender essa cadeia é fundamental para implementar estratégias eficazes de controle e prevenção. Os principais componentes da cadeia epidemiológica incluem o agente etiológico, a fonte de infecção, a porta de entrada e saída, a via de transmissão e o hospedeiro suscetível. Em uma fazenda de suínos, um surto de diarreia viral foi identificado, afetando leitões recém-nascidos. O médico veterinário determinou que a transmissão ocorreu devido à falta de higienização adequada dos equipamentos e dos funcionários que manuseavam os animais. A fim de conter a disseminação do vírus, ele implementou protocolos rigorosos de biossegurança, como a desinfecção dos locais e o controle de acesso às instalações. Com base nesse caso, qual das alternativas representa a estratégia correta para interromper a cadeia epidemiológica da doença?
Alternativas

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Gabarito: A

Tema central: cadeia epidemiológica e sua interrupção. Identificam-se os elos: agente, fonte, portas de saída/entrada, via de transmissão e hospedeiro suscetível. Em surtos entéricos virais em suínos (p.ex., PEDV, TGEV, rotavírus), a transmissão é majoritariamente fecal-oral, frequentemente por fômites (equipamentos, roupas, mãos) e trânsito de pessoas/veículos.

Por que a alternativa A é correta? Palavras-chave do caso (“falta de higienização de equipamentos e funcionários”) apontam para a via de transmissão indireta por fômites. Logo, a estratégia mais eficaz é romper este elo com biossegurança: limpeza e desinfecção adequadas, controle de acesso, troca de roupas/calçados, higiene das mãos e fluxo “limpo-sujo”. Essas medidas são recomendadas pelo WOAH (antiga OIE) – Terrestrial Animal Health Code para granjas de suínos e por manuais de referência como Diseases of Swine e MSD Veterinary Manual para controle de diarreias virais. Também alinham-se às diretrizes FAO de biossegurança em produção animal.

Análise das incorretas

B – Antibióticos não atuam contra vírus; além de ineficazes, promovem resistência antimicrobiana, contrariando políticas de stewardship (WOAH/WHO). Em diarreia viral, o manejo inclui suporte, isolamento, limpeza e biossegurança, não antibioticoprofilaxia rotineira.

C – Quarentena apenas dos doentes é insuficiente: o vírus dissemina-se por fômites e pessoas. Sem desinfecção, higiene e controle de trânsito, a cadeia permanece ativa. O controle efetivo requer conjunto de barreiras (all-in/all-out, C&D, EPI), conforme WOAH/FAO.

D – Reduzir ventilação não corta a transmissão fecal-oral e pode piorar o ambiente (umidade, amônia), aumentando a sobrevivência de patógenos e o estresse dos leitões. Diretrizes de bem-estar e biossegurança recomendam ventilação adequada, não sua redução.

Estratégia de prova: identifique o elo explícito do caso (“higienização de equipamentos e funcionários” = fômites). A opção correta será a que interrompe a via de transmissão com medidas de biossegurança abrangentes. Desconfie de “atalhos” como antibiótico para vírus, medidas únicas (quarentena isolada) e intervenções que pioram o ambiente (ventilação reduzida).

Referências essenciais: WOAH Terrestrial Animal Health Code (Biosecurity in pig production); FAO – Biosecurity for Highly Pathogenic Pathogens in Animal Production; Zimmerman JJ et al. Diseases of Swine; MSD Veterinary Manual (Enteric diseases of pigs).

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