Na expressão “teus olhos são meus livros”, o autor do poema...
Leia o poema a seguir, escrito por Machado de Assis, para responder à próxima questão.
“Teus olhos são meus livros.
Que livro há aí melhor,
Em que melhor se leia
A página do amor?
Flores me são teus lábios.
Onde há mais bela flor,
Em que melhor se beba
O bálsamo do amor?”
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Tema central: Figuras de linguagem — interpretação textual e reconhecimento de recursos expressivos, essenciais para concursos de Agente Fiscal e previstos pela norma-padrão da Língua Portuguesa.
Comentário:
O verso “Teus olhos são meus livros” emprega uma metáfora, figura de linguagem em que um termo é designado por outro com o qual apresenta relação de semelhança implícita, sem uso de conectivos comparativos. Segundo a norma-padrão (vide Evanildo Bechara, Moderna Gramática Portuguesa), a metáfora se estabelece quando se fundem campos semânticos diferentes por aproximação simbólica.
No caso do poema, os “olhos” da pessoa amada são comparados simbolicamente a “livros”, indicando que neles o eu-lírico “lê” sentimentos relacionados ao amor. Não há conectivo (“como”, “igual a”), o que afasta a comparação e confirma a metáfora.
Análise das alternativas:
A) Antítese: Incorreta. Antítese envolve a oposição entre ideias, como em “tristeza e alegria”. No trecho citado, não há oposição, mas sim aproximação simbólica.
B) Eufemismo: Incorreta. Eufemismo consiste em suavizar uma ideia desagradável (“ele partiu” para morte). O poema não ameniza nada, apenas faz associação simbólica.
C) Metáfora: Correta. É a transferência do sentido entre campos semânticos diferentes, criando novas formas de expressão. O verso não usa termos comparativos explícitos, o que confirma a metáfora.
D) Paradoxo: Incorreta. Paradoxo reúne ideias contraditórias num só contexto (“é doce morrer no mar”). No poema, não há contradição, mas fusão poética de sentidos.
Estratégia de prova: Busque sempre os conectivos para diferenciar metáfora de comparação. Palavras que simbolizam, transferem características ou que unem realidades por semelhança tendem a indicar metáfora.
Referencie autores como Celso Cunha & Lindley Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo), que reforçam a classificação e explicação desse recurso estilístico. Entender as figuras de linguagem é fundamental para esclarecer sentidos implícitos e diferenciar recursos como estes em questões objetivas.
Gabarito: C) Metáfora.
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Comentários
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✅ Gabarito: C
✓ “teus olhos são meus livros”.
➥ Temos uma metáfora. Trata do emprego da palavra fora do seu sentido básico, recebendo nova significação por uma comparação entre seres de universos distintos. É uma comparação sem o uso explícito de qualquer conectivo.
➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!
Em palavras breves, as figuras de linguagem são recursos expressivos utilizados com objetivo de gerar efeitos no discurso. Dentro do extenso grupo em que se arrolam esses recursos, existem quatro subdivisões: figura de palavra, figura de construção, figura de sintaxe e figura de som. Vejamos o trecho:
“(...) teus olhos são meus livros...”
Há metáfora acima, que consiste na transferência de um termo para uma esfera de significação que não é sua, em virtude de uma comparação implícita (sem elementos comparativos, a exemplo de "como", "tal como", "qual", etc.). Comparou-se olhos aos livros.
a) Incorreto. A antítese é a contraposição de uma palavra ou frase a outra de significação oposta. Ex: "Amigos e inimigos estão, amiúde, em posições trocadas." (Rui Barbosa);
b) Incorreto. O eufemismo é o emprego de uma palavra ou expressão branda para se evitar o teor desagradável da mensagem. Ex.: “Agora que o meu pobre amigo jaz a dormir o derradeiro sono.” (Monteiro Lobato);
c) Correto. Vide explanação inicial;
d) Incorreto. O paradoxo consiste na contradição entre ideias que margeia o absurdo, o ilogismo. Ex.: "Estou cego e vejo/Arranco os olhos e vejo." (Carlos Drummond de Andrade)
Letra C
metáfora
trata do emprego da palavra fora do seu sentido básico,recebendo nova significação por uma comparação entre seres de universo distintos.
fonte: a grámatica para concurso público
GABARITO: LETRA C
Metáfora:
Trata do emprego da palavra fora do seu sentido básico, recebendo nova significação por uma comparação entre seres de universos distintos.
Evanildo Bechara é uma fera da gramática.
Evanildo Bechara – uma fera da gramática – é o melhor atualmente.
A fera do Bechara tem obras importantíssimas sobre a língua.
Bechara?! Que fera!
O Bechara vai “desmatando o amazonas de minha ignorância”.
FONTE: A gramática para concursos públicos / Fernando Pestana. – 2. ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2015.
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