Assinale a alternativa que apresenta os patógenos mais freq...
Gabarito comentado
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Tema central: Pneumonia adquirida na comunidade (PAC) ambulatorial e seus agentes etiológicos mais frequentes. Em ambulatório, predominam agentes “típicos” e “atípicos”, além de vírus respiratórios. Saber esse perfil orienta o tratamento empírico.
Alternativa correta: A — Streptococcus pneumoniae, Mycoplasma pneumoniae, Haemophilus influenzae, Chlamydophila (Chlamydia) pneumoniae e vírus respiratórios.
Justificativa: Em PAC leve em paciente tratado no ambulatório, os patógenos mais comuns são: S. pneumoniae (principal causa bacteriana), H. influenzae (sobretudo em DPOC/tabagistas), “atípicos” como M. pneumoniae e C. pneumoniae, e vírus respiratórios (influenza, RSV, rinovírus, entre outros). Consenso nas Diretrizes ATS/IDSA 2019, Diretrizes da SBPT para PAC e Harrison’s/UpToDate.
Análise das incorretas:
B — Troca vírus respiratórios por “bacilo gram-negativo” inespecífico. Gram-negativos entéricos (ex.: Klebsiella) não são frequentes em PAC ambulatorial sem fatores de risco (doença estrutural pulmonar, bronquiectasias, uso prévio de antibiótico amplo). Falta um agente viral importante, tornando-a inconsistente com as diretrizes.
C — Inclui Staphylococcus aureus e Legionella, típicos de cenários específicos: pós-influenza grave, risco por aspiração de aerossóis contaminados/surtos, ou PAC mais severa/hospitalização. Além disso, exclui H. influenzae e vírus respiratórios, comuns no ambulatório.
D — “Aspiração” é mecanismo, não patógeno. Pneumonia aspirativa envolve flora orofaríngea/anaeróbios, e não é listada como “agente”. Misturar mecanismo com microrganismos torna a alternativa conceitualmente incorreta.
E — Coloca S. aureus e omite S. pneumoniae, que é o principal agente bacteriano de PAC. S. aureus não é causa frequente de PAC ambulatorial, exceto em situações particulares (pós-influenza, comorbidades importantes).
Estratégia de prova: Ao ver “ambulatorial”, pense no quarteto S. pneumoniae, H. influenzae, M. pneumoniae, C. pneumoniae + vírus respiratórios. Desconfie de: mecanismos (aspiração), patógenos de gravidade/ambiente específico (Legionella, S. aureus), ou grupos vagos (gram-negativos) sem fator de risco.
Reforço prático (conduta empírica, para fixação): ATS/IDSA 2019 e SBPT sugerem, em adultos sem comorbidades: amoxicilina ou doxiciclina ou macrolídeo (se baixa resistência). Com comorbidades: beta-lactâmico + macrolídeo ou monoterapia com respiratório (ex.: levo/moxifloxacino). Isso reflete justamente a cobertura dos agentes listados.
Fontes: Diretrizes ATS/IDSA 2019 para PAC; Diretrizes SBPT para PAC; Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Community-acquired pneumonia in adults).
Gabarito: A
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