A vigilância epidemiológica utiliza diversos instrumentos p...

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Q3835671 Saúde Pública
A vigilância epidemiológica utiliza diversos instrumentos para o controle de agravos na população, fundamentando-se em conceitos técnicos de incidência e prevalência. Acerca das medidas de frequência de doenças e da investigação epidemiológica, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A taxa de incidência reflete a velocidade com que novos casos de uma doença surgem em uma população anteriormente sadia, sendo o indicador mais adequado para avaliar a eficácia de medidas preventivas.
(__)A prevalência é influenciada tanto pela incidência quanto pela duração da doença, sendo útil principalmente para o planejamento de serviços de saúde e alocação de recursos em doenças crônicas.
(__)No monitoramento de surtos, a taxa de ataque é uma forma de incidência acumulada utilizada em populações bem delimitadas e expostas a um fator de risco comum em um curto período.
(__)A transição epidemiológica no Brasil caracteriza-se pela substituição completa das doenças infecciosas pelas doenças crônico-degenerativas, eliminando a carga de morbidade por causas externas.
(__)O coeficiente de letalidade mede o risco de morrer por uma determinada doença entre as pessoas que a contraíram, servindo como um indicador da gravidade do agravo e da eficácia do tratamento.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A decisão dependia de confrontar as cinco assertivas com os conceitos básicos cobrados no enunciado e identificar a única sequência compatível com a base técnica: V, V, V, F, V. Essa combinação corresponde apenas à alternativa C.

Tema central: Medidas epidemiológicas básicas
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque trata a 1ª assertiva como falsa e a 4ª como verdadeira. Isso contraria dois pontos objetivos: incidência se refere a casos novos e a transição epidemiológica brasileira não foi substituição completa das infecciosas nem eliminação das causas externas.
B
Errada
Incorreta porque marca como falsas a 1ª, a 2ª e a 5ª assertivas, todas compatíveis com os conceitos epidemiológicos usuais. Incidência mede casos novos, prevalência depende de incidência e duração, e letalidade mede óbitos entre os doentes.
C
Certa
A alternativa C está correta porque corresponde à sequência V, V, V, F, V. A 1ª assertiva é verdadeira: incidência mede casos novos em população sob risco. A 2ª também é verdadeira: prevalência depende da incidência e da duração da doença. A 3ª é verdadeira: taxa de ataque é uma forma de incidência acumulada usada em surtos. A 4ª é falsa: no Brasil, a transição epidemiológica não significou substituição completa das doenças infecciosas nem eliminação das causas externas. A 5ª é verdadeira: letalidade expressa a proporção de óbitos entre os casos de determinada doença.
D
Errada
Incorreta porque erra em três pontos concretos: considera falsa a 2ª, embora a prevalência seja influenciada por incidência e duração; considera verdadeira a 4ª, embora a transição epidemiológica brasileira não tenha eliminado infecciosas nem causas externas; e considera falsa a 5ª, embora letalidade seja a proporção de mortes entre os casos.
E
Errada
Incorreta porque marca a 3ª assertiva como falsa, mas a taxa de ataque é, sim, uma forma de incidência acumulada usada no monitoramento de surtos em população delimitada e exposta em curto intervalo.
Pegadinha da questão
A confusão real estava em trocar incidência por prevalência, tratar taxa de ataque como algo desvinculado da incidência, aceitar a ideia de transição epidemiológica como substituição completa no Brasil e confundir letalidade com mortalidade.
Dica para questões semelhantes
  • Se a medida fala em casos novos em população sob risco, o critério é incidência.
  • Se a medida expressa carga existente da doença e depende da duração, o critério é prevalência.
  • Em surto com grupo delimitado e exposição comum em curto período, taxa de ataque deve ser lida como incidência acumulada.
  • Se o denominador são os doentes e o foco é gravidade do agravo, o indicador é letalidade, não mortalidade.

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