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Q2251226 Português
Aponte a alternativa em que o emprego do pronome cujo é INACEITÁVEL na norma culta da língua.  
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é o valor possessivo de "cujo": ele deve ligar um antecedente a um substantivo que lhe pertença ou com o qual mantenha vínculo nominal semanticamente aceitável. Em "O cantor cuja cidade visitamos é Roberto Carlos.", a construção atribui a "o cantor" uma posse imprópria, pois "cidade" aí sugere apenas origem/procedência; por isso, o uso de "cujo" é inaceitável e confirma o gabarito C.

Tema central: emprego de cujo
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada como resposta porque o uso de "cuja" é aceitável. Em "de cuja casa voltei com saudades", há relação clara de posse entre "meu avô" e "casa": trata-se da casa do avô. A preposição "de" não invalida a construção; a base indica que essa estrutura é regular.
B
Errada
Está errada como resposta porque "cujo" foi empregado corretamente. Em "cujo autor conheço bem", há vínculo legítimo entre "livro" e "autor", agora no valor de autoria. A questão não restringe "cujo" à posse material; autoria também satisfaz o critério exigido.
C
Certa
A alternativa C é a correta porque é a única em que o pronome relativo possessivo não sustenta a relação exigida pela norma culta. Em "cuja cidade visitamos", o enunciado atribui ao termo antecedente "o cantor" uma posse semanticamente imprópria: cidade não aparece aí como termo possuído, mas como referência de origem. Sem um núcleo que justifique essa relação, como em "cidade natal", o uso de "cujo" não se legitima.
D
Errada
Está errada como resposta porque o vínculo expresso por "cujo" é aceitável. Em "cujo Museu do Colono guarda parte da memória", o museu se relaciona a "Santa Leopoldina" por pertencimento/localização institucional, relação semanticamente defensável segundo a base. Portanto, não há inadequação normativa nesse emprego.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre "cujo" e um simples conector associativo. Em C, a construção pode soar natural por sugerir "cidade de origem", mas "cujo" não serve para qualquer associação: ele exige posse, pertencimento, autoria ou vínculo equivalente semanticamente justificável.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique se o substantivo depois de "cujo" pode ser entendido como pertencente ao antecedente ou ligado a ele por autoria, inclusão ou pertencimento real.
  • Não trate "cujo" como equivalente de "que" ou "onde"; ele é um pronome relativo possessivo.
  • Se a relação entre os termos for apenas de origem, associação vaga ou referência indireta, desconfie do uso de "cujo".
  • Não elimine uma alternativa por causa de artigo ou regência se o ponto cobrado for o vínculo semântico entre os substantivos.

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Comentários

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Creio que o erro da letra A, seria uma ideia de posse equivocada. Eles visitaram a cidade no qual o Roberto Carlos, o cantor, reside e não a cidade dele (ele não comprou a cidade, apenas mora nela :) As demais o cujo tem a ideia de posse corretamente empregada.

A alternativa em que o emprego do pronome "cujo" é INACEITÁVEL na norma culta da língua é a alternativa C:

C) O cantor cuja cidade visitamos é Roberto Carlos.

O problema nesta frase é que "cuja" está sendo usada para se referir à cidade do cantor, o que não é uma construção gramaticalmente correta na norma culta da língua portuguesa. "Cujo" geralmente é usado para indicar posse direta, como em "o livro cujo autor conheço bem" (o autor é dono do livro), e não para se referir à cidade de alguém. Portanto, a alternativa C apresenta um uso inadequado de "cujo." Peço desculpas pelos erros anteriores e obrigado por sua paciência.

Usei o raciocínio de não ter vírgula antes do cuja . :(

RESPOSTA CORRETA LETRA: C

a frase corretamente reescrita é a seguinte: O cantor a cuja cidade visitamos é Roberto Carlos.

a preposição "a" antes do pronome "cuja" vem pedida pelo verbo "visitamos (visitar), quem visita, visita a algum lugar.

a situação repete-se porém com a grafia correta na alternativa A: Meu avô, de cuja casa voltei com saudades, mora em Vila Velha.  

a preposição "de" antes do pronome "cuja" vem pedida pelo verbo "voltei (voltar)", quem volta, volta de algum lugar.

O pronome relativo “cujo” é utilizado para indicar posse e estabelece uma relação entre dois termos: o antecedente (o possuidor) e o subsequente (a coisa possuída). Aqui estão algumas regras importantes sobre o uso do pronome “cujo”:

  • Indicação de Posse:Exemplo: “A menina, cujo pai é médico, estuda aqui.”
  • Neste exemplo, “cujo” indica que o pai pertence à menina.
  • Concordância:O pronome “cujo” concorda em gênero e número com o substantivo que o segue.
  • Exemplo: “Os alunos, cujas notas foram altas, receberam prêmios.”
  • Sem Artigo Definido:Não se usa artigo definido entre “cujo” e o substantivo subsequente.
  • Exemplo: “A casa, cujo telhado foi reformado, está à venda.” (correto)
  • Exemplo: “A casa, cujo o telhado foi reformado, está à venda.” (incorreto)
  • Uso com Preposição:Quando o verbo da oração subordinada exige preposição, esta deve preceder o pronome “cujo”.
  • Exemplo: “A cidade, de cujas ruas gostamos, é muito charmosa.”
  • Exemplo: “O professor, em cujas aulas aprendemos muito, é excelente.”
  • “O livro, cujo autor é famoso, foi publicado recentemente.”
  • “A empresa, cujos funcionários são dedicados, cresceu rapidamente.”
  • “O projeto, a cujas diretrizes seguimos, foi um sucesso.”

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