A revolta dos Cabanos ou Cabanagem foi um movimento popular...

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Q1623811 História e Geografia de Estados e Municípios
A revolta dos Cabanos ou Cabanagem foi um movimento popular ocorrido na Província do Grão-Pará, sendo Clemente Macher uma das lideranças do governo Cabano. Que fato levou a ocorreu que culminou com a morte de Clemente Malcher.
Alternativas

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Alternativa correta: D - Ruptura das lideranças cabanas.

1. Tema central da questão
A questão aborda a Cabanagem, importante movimento social e político ocorrido na Província do Grão-Pará (atual Pará) entre 1835 e 1840. O enunciado destaca o papel de Clemente Malcher, líder cabano, e pede que se identifique o evento que culminou com sua morte.

2. Resumo teórico
A Cabanagem foi uma revolta popular composta, principalmente, por indígenas, mestiços, negros e pobres, insatisfeitos com a exploração e as condições de vida. Após tomar o controle de Belém, os cabanos dividiram-se em dois grupos principais: um liderado por Clemente Malcher, mais moderado, e outro, mais radical, liderado por Francisco Vinagre. A ruptura entre essas lideranças resultou em conflitos internos, levando à prisão e morte de Clemente Malcher, fato marcante do movimento e que exemplifica a dificuldade de manter a unidade entre os revoltosos.

3. Justificativa da alternativa correta
A alternativa D é correta porque destaca o fator essencial: a ruptura entre os próprios líderes cabanos. Quando surgiram divergências sobre os rumos do movimento, os cabanos se dividiram e Clemente Malcher foi preso e morto pelos radicais, tornando-se vítima desse conflito interno. Fontes como o Dicionário do Brasil Colonial (Editora Objetiva) e o historiador Vicente Salles reforçam esse contexto.

4. Análise das alternativas incorretas

  • A - Chegada da brigada do Império na província: apesar da repressão imperial ser um marco da Cabanagem, a morte de Clemente Malcher decorreu de conflitos entre os próprios cabanos, não da ação direta do Exército Imperial.
  • B - Fim da revolta: Clemente Malcher morreu ainda no início do movimento, em 1835. A revolta continuou até 1840, ou seja, sua morte não está relacionada ao fim da Cabanagem.
  • C - A volta do antigo presidente da província Lobo de Souza: Este evento ocorreu após a morte de Malcher e não foi a causa de seu assassinato.

5. Estratégia de interpretação
Procure sempre relacionar datas e eventos na história do Pará. Questões como esta frequentemente cobram a sequência cronológica e os motivos internos dos movimentos, além dos fatores externos.

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Comentários

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No início, o movimento cabano associava-se a uma disputa política pelo poder no seio da elite branca e parecia dar continuidade às disputas mal resolvidas desde a Independência. Naquela época, apesar da separação de Portugal, muitos portugueses ainda continuaram a ocupar posições políticas e econômicas privilegiadas. Da mesma forma, muitos oficiais e soldados portugueses mantiveram seus postos e soldos maiores do que os dos oficiais e soldados de origem brasileira. Também a maioria dos párocos e sacerdotes era estrangeira. Se a insatisfação dos paraenses e brasileiros natos era notória, a Cabanagem, entretanto, foi mais do que uma disputa para destronar os brancos portugueses residentes em Belém e colocar no poder os brancos e mestiços nacionais ou paraenses. Dessa briga política, elitista e “bairrista”, o movimento desembocou, já em fevereiro de 1835, por conta de conflitos internos, no assassinato de seu líder, Felix Clemente Malcher.

GAB. D

meu sonho ser herdeira :(

Gab. D

ele morreu por conta da ruptura das lideranças cabana.

só vem PM-PA.

Uma breve linha do tempo acerca da Cabanagem:

 

Violeta revolta popular ocorrida entre 1835 e 1840, na província do Grão-Pará (Amazonas, Pará, Amapá, Roraima e Rondônia).

O Grão-Pará tinha mais contato com Lisboa do que com o Rio de Janeiro. Por isso, foi uma das últimas a aceitar a independência, fazendo parte do Império somente em 1823.

 

Principais Causas:

  1. As disputas políticas e territoriais, motivadas pelas elites do Grão-Pará;
  2. As elites provinciais queriam tomar as decisões político-administrativas da província;
  3. Descaso do governo regencial para com os habitantes do Grão-Pará;
  4. Os cabanos, por sua parte, queriam melhores condições de vida e trabalho.

 

Contexto

No governo de Dom Pedro I, os proprietários e comerciantes estavam insatisfeito com o tratamento recebido por parte do governo central.

Além disso, sofriam com a repressão do Governador Bernardo Lobo de Sousa desde 1833, que ordenou deportações e prisões arbitrárias para quem se opusesse a ele.

Assim, em agosto de 1835, os cabanos se amotinam, sob a liderança dos fazendeiros Félix Clemente Malcher e Francisco Vinagre, culminando na execução do Governador Bernardo Lobo de Sousa.

Posteriormente, indicam Malcher para presidente da província. Na ocasião, os revoltosos se apoderaram dos armamentos legalistas e se fortaleceram ainda mais.

Contudo, Clemente Malcher se revela um farsante e tenta reprimir os revoltosos, mandando prender Eduardo Angelim, um dos líderes do movimento. Após um sangrento conflito, Malcher é morto pelos “cabanos” e substituído por Francisco Pedro Vinagre.

Em julho 1835, o então presidente da província recém-conquistada, aceita sua rendição mediante a anistia geral dos revolucionários e por melhores condições de vida para a população carente. Contudo, foi traído e preso.

Inconformado, seu irmão, Antônio Vinagre, reorganiza as forças militares da cabanagem e ataca o Palácio de Belém, conquistando-o novamente em 14 de agosto 1835. Na ocasião, Eduardo Angelim é feito presidente de um governo republicano independente. No entanto, o desacordo entre os líderes do movimento enfraquece a revolta e facilitaram o contra-ataque legalista.

Assim, em 1836, enviado pelo regente Feijó, o Brigadeiro Francisco José de Sousa Soares de Andréa, comandante mor das forças regenciais do Grão-Pará, autoriza a guerra total aos cabanos. Ele ordena o bombardeio à Belém e aos assentamentos da cabanagem.

Com a ascensão de Dom Pedro II ao trono, em 1840, os prisioneiros foram anistiados.

Consequências

A Cabanagem deixou mais de trinta mil mortos. Dizimou populações ribeirinhas, quilombolas, indígenas, bem como membros da elite local.

Desorganizou o tráfico de escravos e os quilombos se multiplicaram na região.

 

 

 

 

 

 

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