A tomossíntese mamária é uma modalidade de imagem que vem g...
Gabarito comentado
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Tema central: Tomossíntese mamária (DBT) é uma técnica tomográfica que adquire múltiplos cortes finos da mama, reduzindo a sobreposição tecidual. Isso melhora a detecção/avaliação de achados, especialmente em mamas densas, massas e distorções arquiteturais.
Gabarito: B
Por que a alternativa B está correta: A DBT, ao “fatiar” o parênquima, diminui artefatos de somação e ajuda na localização, distribuição e associação das microcalcificações (ex.: identificar se há distorção adjacente), o que aprimora a avaliação e o direcionamento de biópsias estereotáxicas com DBT. Embora a magnificação 2D siga como padrão para detalhar a morfologia das calcificações, a DBT é útil na caracterização global do achado por eliminar sobreposição de tecidos. Diretrizes e revisões (ACR/SBI, EUSOBI, UpToDate) reconhecem o papel da DBT como complemento que melhora a interpretação, inclusive na investigação de calcificações quando associada a 2D/sintetizada.
Análise das alternativas incorretas
A) “Apenas para alto risco” – Falso. A DBT é recomendada no rastreamento populacional por aumentar a detecção de câncer e reduzir reconvocação, principalmente em mamas densas. Não é restrita a alto risco (ACR/SBI 2022–2023; EUSOBI 2023).
C) “Contraindicada em próteses” – Falso. DBT pode ser realizada em pacientes com implantes com técnica de deslocamento do implante (Eklund), obtendo-se imagens diagnósticas. Não há contraindicação específica apenas pela presença da prótese.
D) “Substitui integralmente a mamografia convencional” – Falso. Na prática, o rastreio é feito com DBT + 2D (ou 2D sintetizada). As diretrizes colocam a DBT como opção preferencial/adjunta, não como substituição absoluta e isolada da mamografia convencional em todos os cenários.
E) “Apenas acima de 50 anos” – Falso. O benefício da DBT é evidente também em mulheres mais jovens com mamas densas, reduzindo sobreposição e aumentando a acurácia. Não há limitação etária rígida para seu uso em rastreio/diagnóstico.
Pegadinha da prova: calcificações. Lembre que a magnificação 2D é melhor para morfologia fina, mas a DBT é útil ao reduzir sobreposição, definir distribuição/associação e auxiliar no planejamento de biópsia. Em provas, associe “tomossíntese” a “redução da somação”.
Referências rápidas: ACR/Society of Breast Imaging – Breast Cancer Screening (2022–2023); EUSOBI 2023 Consensus on DBT; UpToDate 2024 “Digital breast tomosynthesis for screening”.
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