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Q3190951 Medicina
Na avaliação radiográfica de lesões no joelho, algumas incidências especiais permitem identificar sinais que sugerem a presença de derrame articular. Um dos sinais radiográficos mais frequentemente observados, caracterizado pelo alargamento do espaço suprapatelar e pela presença de densidade líquida nessa região, é conhecido como: 
Alternativas

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Tema central: avaliação radiográfica do joelho para reconhecimento de derrame articular. O recesso suprapatelar é a principal extensão sinovial do joelho; quando há líquido, ele se alarga e exibe densidade de partes moles na radiografia lateral.

Alternativa correta: D – Sinal do Recesso Suprapatelar

Na radiografia lateral do joelho (idealmente com feixe horizontal), o derrame aparece como opacificação homogênea e aumento do espaço no recesso suprapatelar. Em trauma agudo, pode haver nível gordura-líquido (lipo-hemartrose), altamente sugestivo de fratura intra-articular. Esse é o achado mais frequente e útil para inferir a presença de líquido articular. Referências: ACR Appropriateness Criteria – Acute trauma to the knee; UpToDate – Evaluation of knee effusion.

Como chegar à resposta: Dica de prova: em lateral do joelho, procure um “triângulo” de densidade líquida acima da patela. Se houver nível, pense em lipo-hemartrose. Se só houver alargamento/velamento, é derrame simples.

Por que as outras alternativas estão incorretas?

A – Sinal do Crescente: clássico da osteonecrose (ex.: cabeça femoral, tálus) representando fratura subcondral em “meia-lua”. Não se relaciona a derrame do joelho. Fontes: Orthopaedic Knowledge Update, UpToDate – Osteonecrosis.

B – Sinal da Escada: mais conhecido em radiografia de abdome (alças em “escada” na obstrução intestinal). Em ortopedia, pode referir-se a “step-off” articular, mas não é sinal de derrame no joelho.

C – Insall-Salvati: índice que avalia a altura patelar (tendão patelar/comprimento da patela ≈1). Diagnostica patela alta/baixa, sem relação direta com derrame. Referência: Insall & Salvati, 1971; DeLee & Drez’s Orthopaedic Sports Medicine.

E – Osgood-Schlatter: apofisite por tração da tuberosidade tibial em adolescentes, com dor localizada e fragmentação/espessamento da tuberosidade na imagem. Não é um sinal radiográfico de derrame.

Pearls clínico-radiográficos:

  • Solicite perfil com feixe horizontal em trauma para detectar lipo-hemartrose (sugere fratura intra-articular).
  • US confirma e quantifica derrame; RM avalia lesões internas (menisco/LCA/LCP).
  • Evite a pegadinha: Insall-Salvati aparece na mesma incidência lateral, mas mede altura patelar, não líquido.

Conclusão: O achado descrito (alargamento e densidade líquida no espaço suprapatelar) define o Sinal do Recesso Suprapatelar — melhor resposta é a letra D.

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