Em um adolescente com traumatismo alveolodentário que deslo...
Gabarito comentado
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Tema central: Traumatismo alveolodentário com luxação/deslocamento de incisivo superior em adolescente. A conduta se baseia em reposicionamento, contenção fisiológica (semirrígida) por tempo adequado e seguimento clínico-radiográfico para monitorar vitalidade pulpar e reabsorções. Diretrizes-chave: IADT 2020/2024 e Andreasen (Textbook of Traumatic Injuries to the Teeth); ver também UpToDate.
Gabarito: C — Correto. Em luxações, o objetivo é manter o dente em posição anatômica e estabilizar com contenção semirrígida (fio ortodôntico fino + resina, nylon ou fibra), permitindo mobilidade fisiológica, o que reduz risco de anquilose e reabsorção por substituição. Duração típica: 2 semanas (subluxação/extrusiva) e 4 semanas quando há luxação lateral ou fratura do processo alveolar (IADT). O seguimento inclui testes de sensibilidade (podem ser false negative nas primeiras semanas), controles clínico-radiográficos em 2 semanas, 4-6 semanas, 3 meses, 6 meses, 1 ano e anual por até 5 anos, buscando sinais de necrose pulpar e reabsorção radicular. Em ápice fechado, a necrose é mais provável; se confirmada ou se houver reabsorção inflamatória, indicar tratamento endodôntico (hidróxido de cálcio como medicação intracanal, conforme IADT/Andreasen).
Análise das incorretas
A — “Contenção excessivamente rígida por 6 meses” é contraindicado. Imobilização rígida e prolongada favorece anquilose e reabsorção por substituição, além de prejudicar a cicatrização do ligamento periodontal. As diretrizes recomendam flexível/semirrígida por 2–4 semanas na maioria das luxações; períodos mais longos são exceção e ainda assim com contenções não rígidas.
B — Extrair por sangramento gengival é conduta inadequada. O sangramento é comum após trauma e não determina prognóstico isoladamente. A estabilização em adolescentes é eficaz; a extração só é indicada quando o dente está irrecuperável (fraturas extensas, reabsorção avançada, mobilidade irremediável), o que não se conclui pelo sangramento.
D — “Recobrir a coroa com amálgama” não faz parte de nenhum protocolo de trauma. Não aumenta estabilidade, dificulta higiene, pode alterar oclusão e mascarar sinais clínicos. O foco é contenção adequada e monitoramento, não recobrimentos coronários desnecessários.
Dicas de prova: identifique palavras-chave como luxação/deslocamento e adolescente (atenção ao estágio apical). Associe com: reposição + contenção semirrígida + 2–4 semanas + seguimento. Desconfie de propostas de rigidez excessiva, condutas mutiladoras ou procedimentos sem base em diretrizes.
Referências rápidas: IADT Guidelines for Traumatic Dental Injuries (2020/2024); Andreasen JO et al., Textbook and Color Atlas of Traumatic Injuries to the Teeth; UpToDate, Dental injuries in children and adolescents.
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