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A clonidina pode ser utilizada mais comumente em psiquiatria em qual das condições clínicas citadas abaixo?
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Comentário do Gabarito – Clonidina em Psiquiatria
Tema central da questão: Avaliação do uso clínico da clonidina no contexto psiquiátrico. Trata-se de um medicamento utilizado principalmente como agonista α2-adrenérgico de ação central, originalmente em hipertensão, mas com aplicações clínicas em situações específicas na psiquiatria.
Justificativa da alternativa correta (A – Estresse pós-traumático):
A clonidina pode ser utilizada em casos de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), principalmente quando há sintomas associados à hiperatividade adrenérgica, como pesadelos, insônia, ansiedade noturna e reações de sobressalto. Como agonista α2-adrenérgico, a clonidina reduz a liberação de noradrenalina, atuando sobre sintomas autonômicos, muito comuns no TEPT. Segundo revisões sistemáticas indexadas no PubMed, os principais benefícios observados incluem a diminuição da intensidade dos pesadelos e da hiperexcitação (Mundt JC et al., 2024). Ressalte que o uso é considerado adjuvante, sobretudo quando as abordagens de primeira linha (psicoterapia, ISRS) não são plenamente eficazes.
Estratégia de prova: Terapias adjuvantes para sintomas adrenérgicos em TEPT são alternativas comuns em psiquiatria – avalie sempre o racional fisiológico da medicação.
Análise das alternativas incorretas:
B) Autismo infantil: A clonidina pode eventualmente ser considerada para casos de hiperatividade, mas não é seu uso mais comum nem indicado de rotina em TEA. Outros fármacos, como risperidona ou aripiprazol, têm indicação mais consolidada.
C) Quadros maniatiformes: Manias são mais bem manejadas com estabilizadores de humor (lítio, ácido valproico, antipsicóticos), não com alfa-agonistas como a clonidina.
D) Depressão refratária: Não há evidência clínica robusta para uso da clonidina nesses casos; outras estratégias são preferíveis, como quetiapina, lítio ou esketamina.
E) Transtorno do pânico: O tratamento de escolha são antidepressivos ISRS, benzodiazepínicos em curto prazo e terapia cognitivo-comportamental. Clonidina não possui indicação formal neste contexto.
Dica de interpretação: Observe palavras que indiquem a condição “mais comumente usada”. Selecione alternativas cuja fisiopatologia se relacione diretamente com a ação do fármaco – nesse caso, a noradrenalina e os sintomas autonômicos.
Referências: Livros como Kaplan & Sadock’s Synopsis of Psychiatry e recomendações internacionais reconhecem clonidina como possibilidade em TEPT com sintomas autonômicos, sempre em complemento às abordagens padrões.
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