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Q3292787 Odontologia
As doenças fúngicas orais, como a candidíase, podem exibir aspectos pseudomembranosos ou eritematosos. Marque a alternativa CORRETA sobre o manejo clínico em um usuário de prótese total com candidíase recorrente.
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: manejo da candidíase oral recorrente em usuário de prótese total (estomatite protética), que exige abordagem multifatorial: controle do biofilme na prótese, antifúngicos e correção de fatores predisponentes.

Alternativa correta: B

A conduta efetiva combina: 1) ajuste/reembasamento da prótese para reduzir trauma e microambientes anaeróbios; 2) higienização e desinfecção do acrílico com agentes fungicidas (ex.: hipoclorito 0,5–1% por 10–20 min para próteses sem componentes metálicos; pastilhas efervescentes próprias); 3) antifúngicos tópicos (nistatina suspensão 4x/d; miconazol gel; clotrimazol) por 7–14 dias; considerar fluconazol sistêmico em casos moderados/graves, refratários ou imunossuprimidos; 4) investigar e tratar comorbidades (xerostomia, diabetes descompensado, uso de corticoide inalatório, imunossupressão) e orientar não dormir com a prótese. Essa é a recomendação de textos-base (Neville – Patologia Oral e Maxilofacial) e diretrizes (IDSA 2016; UpToDate – Oral candidiasis).

Raciocínio clínico

  • Diagnóstico: placas brancas removíveis (pseudomembranosa) ou eritema sob a base da prótese (eritematosa). Confirmar clinicamente; esfregaço com KOH pode ajudar, cultura raramente necessária.
  • Ponto-chave de prova: em recorrência e usuário de prótese, sempre pensar no reservatório fúngico na prótese e nos fatores predisponentes.

Análise das alternativas incorretas

A – “Apenas antissépticos por 3 dias”: insuficiente. Antissépticos reduzem carga microbiana, mas não erradicam o biofilme fúngico do acrílico nem corrigem trauma/ajuste. Tempo proposto é curto; alto risco de recidiva. Não segue IDSA/UpToDate.

C – “Enxaguantes com álcool em concentração máxima”: o álcool pode irritar mucosa e piorar xerostomia, além de não substituir a avaliação e desinfecção da prótese. Foco errado e potencialmente nocivo.

D – “Antibioticoterapia sistêmica por tempo indeterminado”: contraindicado. Antibióticos favorecem supercrescimento de Candida ao reduzir a microbiota bacteriana, além de riscos de resistência e eventos adversos. O tratamento é com antifúngicos, não antibióticos.

Conduta prática resumida

  • Retirar a prótese à noite; escovar mucosa e prótese; imergir a prótese em agente fungicida adequado diariamente.
  • Antifúngico tópico 7–14 dias; considerar fluconazol 100–200 mg/d em refratários.
  • Tratar queilite angular associada (azólico tópico ± leve corticosteroide curto).
  • Checar glicemia/HbA1c, fluxo salivar, medicamentos, imunossupressão.

Referências essenciais: IDSA Candidiasis Guidelines (2016); UpToDate – Oral candidiasis (acesso 2024); Neville BW. Patologia Oral e Maxilofacial.

Estratégia de prova: viu “prótese” + “recorrente”? Procure a opção que integre ajuste protético, desinfecção, antifúngico e avaliação de comorbidades — exatamente a alternativa B.

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