Em um paciente com patologia pulpar em molar inferior, o di...
Gabarito comentado
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Tema central: Diagnóstico pulpar em molar inferior com suspeita de necrose parcial (um ou mais canais necróticos e outros ainda vitais). O diagnóstico correto exige testes térmicos padronizados, interpretação da latência, intensidade e duração da resposta, sempre comparando com dente controle, além de correlação com achados periapicais em radiografia.
Alternativa correta (D) – Por quê? Em necrose parcial, diferentes raízes/cúspides podem responder de forma distinta ao frio/calor. Deve-se testar cada cúspide separadamente, com frio padronizado (spray de tetrafluoretano/CO₂) e, se necessário, calor controlado (guta-percha aquecida/hot water), comparando com dente controle. Observa-se: latência (tempo até começar a doer), intensidade e duração (se a dor persiste após remover o estímulo sugere pulpalgia irreversível; ausência de resposta sugere necrose). A radiografia periapical auxilia na detecção de radiolucidez perirradicular, reforçando necrose e/ou periodontite apical. Referências: AAE Diagnostic Terminology; Cohen’s Pathways of the Pulp; ESE Quality Guidelines.
Pegadinhas e estratégia em prova: teste sempre dente controle; isole e seque a superfície; teste cada cúspide; cuidado com falsos negativos (trauma recente, calcificações, analgésicos) e falsos positivos (restaurações metálicas, gengiva inflamada conduzindo calor). Lembre: frio é mais sensível para detectar necrose do que calor ou EPT.
Por que as demais estão incorretas?
A) Calor direto com chama é não padronizado e inseguro, podendo causar danos e respostas inespecíficas. O critério “dor acima de 30 s” é impreciso; avalia-se persistência após remoção do estímulo, não tempo sob chama. Em necrose, a resposta ao calor tende a ser ausente; quando presente e persistente, sugere pulpite irreversível, não vitalidade “total”.
B) Percussão vertical avalia ligamento periodontal (inflamação periapical), não vitalidade pulpar. Pode estar positiva por trauma oclusal, trinca ou periodontite, mesmo com polpa normal; e negativa em necrose sem envolvimento periapical. Não pode ser usada isoladamente para diagnóstico pulpar. (AAE; Pathways)
C) Palpação do sulco gengival pesquisa sensibilidade/edema de tecidos moles e corticais; a ausência de dor não confirma vitalidade. Lesões iniciais não são palpáveis e a polpa pode estar necrótica sem alteração de partes moles. É exame complementar, não substitui testes térmicos.
Resumo para a prática: suspeitou de necrose parcial em molar? Teste frio padronizado por cúspide, compare com controle, interprete latência–intensidade–duração, adicione calor quando indicado, complemente com radiografia periapical (e EPT como adjunto). Integre todos os achados antes de fechar o diagnóstico. (AAE 2019/2021; ESE 2019; Cohen’s; Ingle’s)
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