Médico pneumologista pediátrico atua em serviço público de...

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Q3948401 Medicina
Médico pneumologista pediátrico atua em serviço público de urgência e, durante um plantão, identifica que as condições estruturais do serviço são inadequadas e podem colocar em risco a segurança do paciente. À luz do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 2.217/2018), diante dessa situação, a conduta eticamente correta é 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 2.217/2018) assegura ao médico o direito de recusar-se a exercer a profissão em condições institucionais indignas ou que possam prejudicar o paciente, mas exige a preservação dos atendimentos de urgência e emergência e a comunicação formal da irregularidade ao CRM e aos órgãos éticos competentes. Como o enunciado descreve serviço público de urgência com estrutura inadequada e risco à segurança do paciente, a alternativa D é a única compatível com esse comando ético.

Tema central: Recusa ética em ambiente inseguro
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque transforma o direito de recusa em interrupção total e indiscriminada da assistência. A base afirma expressamente que a recusa ética não alcança urgência e emergência. Em serviço de urgência, negar atendimento a qualquer paciente sem essa ressalva gera desassistência e contraria o dispositivo ético aplicável.
B
Errada
Está errada porque abandonar o plantão sem comunicar a direção técnica nem os órgãos éticos competentes viola o dever de comunicação formal e pode configurar abandono assistencial. A base também destaca que, em contexto de urgência, o médico não pode afastar-se de modo a deixar pacientes graves sem cobertura adequada.
C
Errada
Está errada porque inverte a prioridade ética do cenário. A ressalva do Código de Ética Médica protege exatamente o atendimento de urgência e emergência; portanto, manter apenas casos eletivos e recusar os casos urgentes contraria o critério normativo decisivo da questão.
D
Certa
A alternativa D reproduz o núcleo normativo exigido pela questão: reconhece o direito do médico de não exercer a atividade em ambiente com condições inadequadas que possam prejudicar o paciente, preserva a exceção obrigatória de urgência e emergência e inclui a comunicação formal ao CRM, que integra o dever ético de apontar falhas institucionais. Ela compatibiliza os três elementos decisivos da base: proteção da segurança do paciente, vedação de desassistência em casos urgentes e formalização da denúncia institucional.
E
Errada
Está errada porque a permanência silenciosa no serviço não cumpre o dever ético de apontar e formalizar falhas institucionais que colocam o paciente em risco. A base é clara ao exigir comunicação formal aos órgãos competentes, especialmente ao CRM, e não mera tolerância passiva da precariedade.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre direito de recusa e abandono total da assistência: o médico pode recusar-se a trabalhar em ambiente inseguro, mas não pode suprimir o atendimento de urgência e emergência nem deixar de comunicar formalmente a irregularidade.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a instituição oferece risco ao paciente, procure o trio decisivo do CEM: direito de recusa, ressalva para urgência/emergência e comunicação formal ao CRM/comissão de ética.
  • Elimine alternativas que autorizem abandono do plantão, interrupção indiscriminada do atendimento ou silêncio institucional diante da falha estrutural.
  • Em questões éticas sobre ambiente inadequado, o atendimento que deve ser preservado é o urgente/emergencial, nunca o eletivo.

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