Um lactente de 11 meses de idade, previamente hígido, é ad...

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Q3948398 Medicina
Um lactente de 11 meses de idade, previamente hígido, é admitido no pronto-socorro pediátrico com história de febre, tosse e irritabilidade. Evoluiu rapidamente com taquipneia intensa (frequência respiratória > 60 irpm), tiragem subcostal e saturação de oxigênio de 88% em ar ambiente, necessitando de oxigenoterapia e internação na UTI Pediátrica com diagnóstico de bronquiolite viral grave, preenchendo os critérios de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O médico da UTI solicita o swab de nasofaringe para painel viral, buscando a confirmação etiológica (ex: Vírus Sincicial Respiratório, Influenza, outros).
Em um cenário de vigilância epidemiológica integrada do SUS, para esse caso, qual é a conduta obrigatória e seu fundamento?  
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Pela diretriz do Ministério da Saúde para vigilância integrada de vírus respiratórios, casos de SRAG hospitalizados devem ser notificados no Sivep-Gripe em até 24 horas a partir da suspeita inicial, independentemente da confirmação etiológica. Como o enunciado já descreve lactente hospitalizado em UTI com bronquiolite viral grave preenchendo critérios de SRAG, a conduta obrigatória é notificação imediata e universal pelo hospital, inclusive privado ou filantrópico.

Tema central: Notificação compulsória de SRAG
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque exige confirmação laboratorial para iniciar a notificação, e esse não é o critério da vigilância de SRAG hospitalizada. O gatilho é a suspeita/definição clínica do caso grave hospitalizado, com notificação em até 24 horas. Também erra ao deslocar o registro para o SINAN, quando a base informa que SRAG hospitalizada deve ser registrada no Sivep-Gripe.
B
Errada
Está errada porque confunde vigilância sentinela de síndrome gripal com vigilância universal de SRAG hospitalizada. O paciente já está internado em UTI com SRAG, e a notificação não deve esperar alta hospitalar nem definição de desfecho, pois é imediata.
C
Errada
Está errada porque reduz a vigilância a dados clínicos e radiológicos e exclui indevidamente a investigação etiológica. Pela base, a coleta de swab não só é permitida como agrega valor ao monitoramento epidemiológico dos vírus respiratórios. Portanto, abster-se da coleta contraria o fundamento da vigilância integrada.
D
Errada
Está errada porque restringe a obrigatoriedade da vigilância universal de SRAG a adultos e idosos, o que a base nega expressamente. Crianças com SRAG hospitalizada também entram em notificação compulsória. Negar a obrigação formal nesse lactente contraria a abrangência populacional universal do sistema.
E
Certa
A alternativa E está correta porque o caso já se enquadra como SRAG hospitalizada, agravo de notificação compulsória imediata e universal. O gatilho da vigilância é a suspeita/definição clínica de SRAG em paciente hospitalizado, e não o resultado do painel viral. Além disso, a obrigação alcança hospitais públicos, privados e filantrópicos, com registro no Sivep-Gripe. A coleta de swab é compatível com esse fluxo, pois contribui para a vigilância dos vírus respiratórios e para o planejamento assistencial e de imunização.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre notificar apenas após confirmação laboratorial versus notificar na suspeita clínica de SRAG hospitalizada, além da troca indevida entre fluxo sentinela de síndrome gripal e fluxo universal/imediato de SRAG.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado já caracteriza SRAG com internação, pense em notificação imediata em até 24 horas, sem esperar painel viral.
  • Para SRAG hospitalizada, diferencie o sistema correto: o fluxo é do Sivep-Gripe, não o de sistemas usados para outros agravos ou síndromes.
  • Não restrinja a obrigação por idade ou tipo de hospital: a vigilância de SRAG hospitalizada é universal e alcança serviços públicos e privados.
  • Investigação etiológica por swab não concorre com a notificação; ela complementa a vigilância.

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