Criança de 7 anos, com paralisia cerebral grave, disfagia ...

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Q3948396 Medicina
Criança de 7 anos, com paralisia cerebral grave, disfagia orofaríngea e histórico de pneumonias de repetição, apresenta tosse crônica, hipoxemia intermitente e atelectasias basais recorrentes. A estratégia mais adequada para reduzir a progressão da doença pulmonar crônica nesse contexto é 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Paralisia cerebral grave com disfagia orofaríngea, pneumonias de repetição e atelectasias recorrentes indica doença pulmonar crônica por aspiração recorrente e depuração ineficaz de secreções. Como a progressão decorre desse mecanismo causal, a medida decisiva é prevenir novos episódios de aspiração e manter higiene brônquica regular.

Tema central: Doença pulmonar aspirativa crônica
Análise das alternativas
A
Errada
Broncodilatadores inalados não são terapia principal aqui porque o enunciado não sugere broncoespasmo ou obstrução reversível como mecanismo dominante. O quadro é de doença aspirativa crônica, marcado por disfagia, pneumonias de repetição e atelectasias, e broncodilatador não previne aspiração nem resolve retenção de secreções.
B
Errada
Antibioticoterapia profilática de amplo espectro por tempo indefinido está errada porque não corrige a causa da agressão pulmonar, que é a aspiração recorrente. Além disso, essa estratégia não é padrão para esse cenário e ainda expõe a risco de resistência bacteriana, eventos adversos e seleção de flora.
C
Certa
A alternativa C é a correta porque atua diretamente sobre os dois eixos do problema descrito: a entrada recorrente de saliva, alimentos e secreções nas vias aéreas por disfagia orofaríngea, e a dificuldade de eliminação dessas secreções, evidenciada por tosse crônica e atelectasias basais recorrentes. Essa abordagem interrompe o ciclo causal de aspiração, retenção de secreções, infecção respiratória e colapso pulmonar, sendo a medida mais adequada para reduzir a progressão da doença pulmonar crônica nesse contexto.
D
Errada
Restringir oxigenoterapia para evitar 'dependência' é tecnicamente incorreto. Oxigênio é medida de suporte para hipoxemia quando indicada; não reduz a progressão da doença de base, mas sua restrição deliberada diante de hipoxemia é inadequada e potencialmente danosa, porque mantém hipóxia sem atuar no mecanismo causal.
E
Errada
Ventilação mecânica invasiva domiciliar não é medida precoce de rotina para prevenir progressão de doença pulmonar por aspiração. Essa intervenção fica reservada para situações específicas de insuficiência ventilatória crônica ou necessidade formal de suporte avançado de via aérea, o que não é o critério decisivo apresentado no enunciado.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre tratar consequências do quadro, como infecção, hipoxemia ou tosse, e tratar o mecanismo causal real, que é a aspiração recorrente associada à depuração ineficaz de secreções.
Dica para questões semelhantes
  • Quando houver comprometimento neurológico grave com disfagia e pneumonias de repetição, pense primeiro em doença pulmonar aspirativa crônica.
  • Se a pergunta pede reduzir progressão, escolha a medida que interrompe a fonte da injúria pulmonar, não a que apenas trata manifestações episódicas.
  • Atelectasias recorrentes e tosse crônica, nesse contexto, reforçam a necessidade de estratégias regulares de higiene brônquica.
  • Broncodilatador, antibiótico contínuo, oxigênio e ventilação invasiva só fazem sentido quando houver indicação própria; eles não substituem medidas antiaspiração.

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