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Q3292777 Odontologia
Certas disfunções temporomandibulares envolvem alterações oclusais e stress emocional. Marque a alternativa CORRETA sobre o planejamento de reabilitação em pacientes com dor e travamento na ATM que dificultam mastigação.
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Tema central: Disfunção Temporomandibular (DTM) com dor e travamento, exigindo planejamento reabilitador integrado e preferencialmente conservador e reversível. O travamento e a dificuldade de mastigação sugerem desarranjo interno (p.ex., deslocamento do disco) e/ou dor miofascial. Diretrizes como DC/TMD e AAOP recomendam abordagem biopsicossocial, evitando intervenções irreversíveis enquanto houver dor/disfunção ativa.

Por que a alternativa D é a correta: Ela propõe: 1) investigar fatores desencadeantes (parafunção, estresse, hábitos), 2) corrigir contatos prematuros clinicamente relevantes no contexto da reabilitação (evitando interferências iatrogênicas), 3) considerar placa estabilizadora (terapia reversível com boa evidência para dor muscular e proteção dentária), e 4) integrar relaxamento/apoio psicológico quando necessário. Esse plano está de acordo com AAOP (6ª ed.), DC/TMD e UpToDate: iniciar com educação, dieta macia, termoterapia, exercícios/ fisioterapia, anti-inflamatório em curto prazo quando indicado, e só depois avançar na reabilitação protética com oclusão estável.

Como raciocinar no diagnóstico/conduta: Dor à mastigação, limitação de abertura e “travamento” apontam para deslocamento discal (com ou sem redução) e/ou mialgia mastigatória. Exame: medida de abertura (< 35–40 mm sugere limitação), desvios, ruídos; RM é útil se diagnóstico incerto ou refratário. O controle da dor/disfunção precede ajustes irreversíveis e a reabilitação protética.

Por que as demais estão incorretas:

A – “Executar próteses sem avaliar movimentação condilar/limitação”: errado. Intervenções irreversíveis durante DTM ativa podem perpetuar dor e desarranjos. Diretrizes recomendam estabilizar a articulação e a musculatura antes da reabilitação definitiva.

B – “Extrair todos os dentes superiores”: medida drástica, antiética e sem evidência. A ausência de contatos NÃO trata DTM; pode piorar função, aumentar carga articular, causar reabsorções e comprometer qualidade de vida.

C – “Focar exclusivamente em anti-inflamatórios de longo prazo”: DTM é multifatorial; monoterapia farmacológica crônica contraria a abordagem recomendada e traz riscos (GI, renal, CV). O manejo deve ser multimodal (educação, fisioterapia, placa, ajuste de interferências iatrogênicas, estratégias para estresse). Anti-inflamatórios, quando usados, são curto prazo.

Pegadinhas e estratégia de prova: Palavras de absolutismo como “exclusivamente”, “sem avaliar”, “extrair todos” costumam sinalizar alternativas erradas. Prefira propostas conservadoras, integradas e reversíveis, que considerem fatores oclusais e psicossociais.

Referências úteis: DC/TMD (2014/2020); American Academy of Orofacial Pain—Guidelines 6ª ed.; UpToDate: Temporomandibular disorders (manejo conservador e placas).

Gabarito: D

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