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Q3292776 Odontologia
Os métodos de clareamento de dentes vitais incluem técnicas caseiras ou de consultório, mas há fatores sistêmicos e condições locais que podem alterar a reação ao agente clareador. Marque a alternativa CORRETA sobre o clareamento químico em consultório.
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Tema central: Clareamento de dentes vitais em consultório (técnica de consultório). Envolve o uso de peróxidos em altas concentrações, com isolamento rigoroso de tecidos moles, controle do tempo e avaliação prévia do paciente. Restaurações estéticas não clareiam e podem exigir substituição após o tratamento.

Alternativa correta: D – Está de acordo com a boa prática clínica: isolamento cuidadoso (barreira gengival fotopolimerizável, afastadores, proteção de lábios/pele), escolha da concentração conforme sensibilidade (tipicamente peróxido de hidrogênio 25–40% em consultório, com tempos e ciclos conforme fabricante) e avaliação de restaurações (compósitos, cerâmicas e ionômeros não clareiam; planeja-se a substituição 1–2 semanas após o término para estabilização da cor e remoção de oxigênio residual). Essa conduta reduz risco de irritação gengival, sensibilidade dentinária e resultados desiguais. Referências: ADA Council on Scientific Affairs (relatos técnicos sobre clareamento), Summitt’s Fundamentals of Operative Dentistry; revisões em J Esthet Restor Dent.

Por que as demais estão incorretas?

A – “Peróxido de carbamida de alta concentração por tempo indeterminado, sem proteção”: errado por dois motivos. 1) Segurança: nunca se usa “tempo indeterminado”; o protocolo é estritamente controlado (ciclos e minutos definidos). 2) Proteção tecidual é mandatória; sem isolamento há risco de química caústica em gengiva e mucosa. Além disso, carbamida é mais comum em técnicas caseiras (10–22%), enquanto consultório usa, em geral, peróxido de hidrogênio de maior concentração.

B – “Desprezar avaliação da espessura do esmalte e buscar esbranquiçado irreversível”: errado. Avaliar espessura do esmalte, trincas, recessões, hipersensibilidade, lesões cervicais é essencial para evitar sensibilidade pulpar e resultados manchados. O objetivo é clareamento controlado e reversível; o “esbranquiçado” pode indicar desidratação momentânea, não devendo ser meta clínica.

C – “Favorecer penetração apenas em áreas fraturadas”: errado. Trincas/fraturas aumentam a permeabilidade e podem gerar hipersensibilidade e manchas irregulares. O gel deve ser aplicado de forma homogênea, com cautela redobrada nessas áreas, não foco exclusivo.

Protocolos essenciais em consultório: anamnese e exame (fotografias, mapeamento de cor), profilaxia prévia, isolamento e proteção de tecidos, peróxido em concentração adequada e tempo controlado, dessensibilização quando indicado (nitrato de potássio, flúor), e planejamento de substituição de restaurações após estabilização da cor. A ativação por luz/laser não é obrigatória e tem benefício limitado segundo revisões sistemáticas.

Estratégia de prova: procure a alternativa que prioriza segurança tecidual, controle de protocolo e planejamento restaurador. Desconfie de opções com “tempo indeterminado”, ausência de isolamento ou promessas de resultados irreversíveis.

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