Em cirurgias periodontais avançadas, o risco de exposição d...
Gabarito comentado
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Tema central: Anatomia periodontal aplicada a cirurgias de acesso em molares inferiores (raízes mesial e distal, concavidades radiculares, tronco radicular e entradas de furca bucal e lingual). Conhecer essas variações orienta o desenho do retalho, a instrumentação subgengival e a necessidade/limite de osteoplastia-osteotomia.
Alternativa correta: B
A conduta exige avaliação prévia de concavidades e furcações, planejando a extensão/espessura do retalho e a instrumentação conforme a morfologia radicular. Em molares inferiores, a entrada de furca bucal (~3 mm da JCE) costuma ser mais rasa que a lingual (~4 mm), e a raiz mesial apresenta concavidades que dificultam a debridamento. Adequar o acesso facilita a descontaminação e melhora o reparo tecidual. Evidência: a efetividade da raspagem/curetagem depende do acesso e da geometria da raiz e da furca; ultrassônicos e microinstrumentos são preferíveis em entradas estreitas. Referências: Carranza’s Clinical Periodontology; Lindhe’s Clinical Periodontology; recomendações da AAP para manejo de lesões de furca.
Por que as demais estão incorretas?
A. “Retalhos rasos, anatomia não influencia.” Falso. A morfologia radicular e a largura da entrada de furca determinam o acesso e a escolha dos instrumentos. Ignorar isso aumenta o risco de cálculo residual e inflamação persistente. (Carranza; AAP)
C. “Acesso único lingual, estruturas uniformes.” Falso. O periodonto é site-específico. Em molares inferiores existem furcas bucal e lingual e defeitos variáveis; o acesso deve ser direcionado ao local de maior acúmulo/defeito, muitas vezes exigindo flaps bucal e lingual. Estratégia: baseie-se em sondagem de furca, radiografias e, quando necessário, CBCT.
D. “Osteotomia aleatória, emergências lineares.” Falso e iatrogênico. A crista alveolar deve ser remodelada de forma planejada, mapeando divergência radicular por sondagem e imagem, para evitar exposição desnecessária da furca, reabsorções ou danos radiculares. (Lindhe; diretrizes AAP para cirurgias de acesso)
Estratégia para a prova: identifique palavras-chave como “concavidades”, “bifurcações/furca”, “delimitação do retalho” e “curetagem subgengival”. Opções que ignoram a anatomia, padronizam o acesso ou propõem procedimentos “aleatórios” são armadilhas. Priorize abordagens individualizadas e baseadas na morfologia.
Resumo prático: Em molares inferiores, planeje o retalho para expor entradas de furca bucal/lingual, reconheça concavidades (especialmente na raiz mesial), use ultrassônicos/microcuretas, e execute osteoplastias/osteotomias guiadas pela anatomia e pelo defeito.
Fontes: Carranza’s Clinical Periodontology (13ª ed.); Lindhe’s Clinical Periodontology and Implantology (7ª ed.); American Academy of Periodontology – recomendações para manejo de furcas e cirurgias de acesso periodontal.
Gabarito: B
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