Lactente de 2 meses, nascido a termo, sem comorbidades, é ...

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Q3948392 Medicina
Lactente de 2 meses, nascido a termo, sem comorbidades, é avaliado em consulta de puericultura durante período de alta circulação de vírus sincicial respiratório (VRS). Segundo as evidências mais recentes, qual é a estratégia preventiva mais adequada para reduzir o risco de infecção grave nesse paciente, caso a mãe não tenha sido vacinada contra o VSR antes do parto? 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Lactente de 2 meses, a termo, hígido, em sazonalidade de VSR, com mãe não vacinada: a proteção indicada é a imunização passiva do lactente com anticorpo monoclonal de longa duração contra VSR.

Tema central: Profilaxia do VSR
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque resgata a lógica antiga de profilaxia seletiva com palivizumabe e ainda a restringe indevidamente a 'apenas' doença pulmonar crônica. O ponto decisivo da questão é a estratégia mais recente: anticorpo monoclonal de longa duração para o lactente quando não houve vacinação materna.
B
Errada
Incorreta por inadequação farmacológica. O VSR é um vírus respiratório, e antibiótico não previne infecção viral por esse agente nem reduz especificamente o risco de bronquiolite ou pneumonia viral grave por VSR.
C
Certa
A alternativa C está correta porque corresponde à estratégia preventiva mais atual para reduzir doença grave por VSR nesse lactente. A base decisiva aponta que a prevenção moderna ocorre por vacinação materna na gestação ou por anticorpo monoclonal de longa duração no lactente; como a mãe não foi vacinada antes do parto, a proteção direta do bebê com anticorpo anti-VSR é a conduta conceitualmente indicada.
D
Errada
Incorreta porque restrição de convívio social até 12 meses não é estratégia preventiva específica, padronizada em diretriz, nem equivalente à imunoprofilaxia dirigida contra VSR. A questão pede a medida mais adequada segundo evidências recentes, e essa opção não substitui a prevenção biológica validada.
E
Errada
Incorreta porque corticoterapia sistêmica não tem papel na prevenção primária de infecção grave por VSR. A base afirma ausência de indicação profilática nesse cenário.
Pegadinha da questão
A banca contrapõe a estratégia contemporânea de prevenção do VSR ao modelo antigo centrado em palivizumabe para grupos selecionados. O dado de que a mãe não foi vacinada existe exatamente para acionar a via correta: imunização passiva do lactente com anticorpo monoclonal de longa duração.
Dica para questões semelhantes
  • Em prevenção de VSR no lactente, primeiro verifique se houve vacinação materna; se não houve, pense na proteção direta do bebê com anticorpo monoclonal de longa duração.
  • Se o enunciado destacar 'evidências mais recentes', diferencie a estratégia atual com anticorpo de longa duração da profilaxia antiga e mais seletiva com palivizumabe.
  • Não aceite antibiótico, corticoide sistêmico ou isolamento prolongado como substitutos de imunoprofilaxia específica contra VSR.
  • Quando a questão cobrar melhor estratégia técnica, não confunda conceito médico com limitações locais de oferta programática.

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