Na anestesia local, a escolha do sal anestésico e da concen...

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Q3292774 Odontologia
Na anestesia local, a escolha do sal anestésico e da concentração de vasoconstritor interfere na segurança do paciente. Marque a alternativa CORRETA sobre cuidados farmacológicos ao aplicar anestésicos locais em pessoas com hipertensão não controlada. 
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Tema central: Anestesia local em pacientes com hipertensão arterial não controlada, com ênfase no uso de vasoconstritores (adrenalina) e estratégias para reduzir risco cardiovascular durante procedimentos odontológicos.

Alternativa correta: B
Por quê? Em hipertensos não controlados, o manejo seguro exige: 1) aferir e revisar o histórico pressórico; 2) se PA estiver em níveis críticos (ex.: ≥180/110 mmHg ou sintomas), adiar tratamento eletivo até controle clínico; 3) quando o atendimento for necessário, usar o mínimo volume efetivo de anestésico com baixa concentração de adrenalina (1:200.000), limitar a dose total de epinefrina a ~0,036–0,04 mg (≈ 2 tubetes 1:100.000), aspirar e injetar lentamente; 4) monitorar sinais vitais e reduzir ansiedade (consultas curtas, óxido nitroso quando indicado). Evitar cordão hemostático com epinefrina. Essas condutas reduzem picos pressóricos, arritmias e isquemia miocárdica.

Análise das incorretas

A) “Quantidade alta com elevado teor de adrenalina” aumenta risco de crise hipertensiva, arritmia, angina e AVC, sobretudo se houver injeção intravascular inadvertida. Contraria recomendações de limitar a epinefrina e monitorar o paciente. Evidência: diretrizes AHA/ACC e ADA/ASA orientam prudência e uso da menor dose de vasoconstritor.

C) “Sem vasoconstritor em doses ilimitadas” é falho por dois motivos: 1) não existem doses ilimitadas — é obrigatório respeitar a dose máxima recomendada do anestésico local; 2) sem vasoconstritor há maior absorção sistêmica, menor duração e mais sangramento, levando a repetidas reinjeções e maior risco de toxicidade sistêmica por anestésico. Em muitos casos, pequenas doses de adrenalina são mais seguras que grandes volumes “sem vaso”.

D) “Anestesia geral para todo hipertenso” é inadequado e potencialmente mais arriscado. A anestesia local com modificação é o padrão em odontologia; anestesia geral requer ambiente apropriado e indicação específica, não sendo substituto rotineiro para hipertensão.

Pegadinhas e estratégia de prova
Busque termos como “hipertensão não controlada”, “vasoconstritor” e “segurança”. Desconfie de extremos: “doses ilimitadas” ou “substituir por anestesia geral”. A resposta segura sempre combina triagem pressórica, adiamento do eletivo se PA crítica, menor dose/baixa concentração de adrenalina e monitorização.

Referências essenciais
- ADA/ASA: Hypertension and dental care; uso prudente de epinefrina (dose máxima ≈ 0,036–0,04 mg para cardiopatas).
- AHA/ACC 2017–2020 e SBC/SBH: PA ≥180/110 mmHg sugere adiar eletivos e otimizar controle.
- Malamed SF. Handbook of Local Anesthesia: técnica, aspiração, concentração 1:200.000, evitar cordão com epinefrina.

Resumo prático: Meça a PA, adie eletivo se descontrolada, escolha baixa adrenalina no menor volume eficaz, aspire, injete devagar e monitore. Isso é exatamente o que propõe a alternativa B.

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