"O médico nefrologista da Unidade de Transplantes do HUB, G...
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Ano: 2026
Banca:
IGEDUC
Órgão:
Prefeitura de Teotônio Vilela - AL
Prova:
IGEDUC - 2026 - Prefeitura de Teotônio Vilela - AL - Secretário Escolar |
Q4429498
Português
Texto associado
Setembro Verde: idosos também podem ser
doadores vivos de órgãos
Em 2023, Arivaldo Sampaio, à época com 69 anos, viu o
filho perder a função do único rim que tinha após passar
por hemodiálise quase diária. Com o transplante como
única opção, toda a família se colocou à disposição
como um possível doador – inclusive Arivaldo. O
resultado: compatibilidade total entre pai e filho.
De acordo com o Ministério da Saúde, um doador vivo
pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula
ou parte dos pulmões, sendo que a compatibilidade
sanguínea é necessária em todos os casos.
Para doar um órgão em vida, o médico deve avaliar a
história clínica do doador e doenças prévias, mas a
idade não é limitação.
"Tive a felicidade de descobrir que eu era compatível.
Esse momento, para mim, foi um momento de graça. Foi
uma graça divina mesmo", contou Arivaldo à Agência
Brasil.
Ele conta que ficou aflito por receio de o rim não estar
saudável. "Me perguntava como estará esse rim.
Funcionalmente ele estará bem? Pode mesmo ser
doado? Fizemos todos os exames e, graças a Deus, fui
considerado apto."
Segundo Arivaldo, a recuperação após a doação do
órgão ao filho foi tranquila, sobretudo por ter sido
acompanhado por uma equipe altamente qualificada e
com muita empatia. "Meu filho já saiu com o rim
funcionando".
Três anos depois, Arivaldo tem uma rotina de praticar
atividade física pelo menos cinco vezes na semana,
incluindo corrida, musculação e alongamento. Uma vez
ao ano, ele passa por consultas e exames no Hospital
Universitário de Brasília (HUB), que coordenou todo o
processo do transplante.
"Tudo isso é uma prova de que, quando você procura se
cuidar, você consegue chegar numa idade mais
avançada com mais qualidade de vida. Sou formado em
educação física, sou professor, lecionei por 30 anos na
rede pública e sempre ensinei aos meus alunos que
nossa velhice é consequência do que a gente faz antes,
no dia a dia.
Em 2025, o Brasil teve o registro de 4.335 doadores
efetivos – uma taxa de 20,3 doadores por milhão de
pessoas, o maior número já registrado. Ainda assim,
49,4 mil brasileiros aguardam atualmente na fila de
transplantes, segundo dados do Sistema Nacional de
Transplantes.
No caso de doadores vivos, a legislação brasileira
permite a doação entre parentes de até o quarto grau,
além de cônjuges, sem necessidade de autorização judicial.
Para pessoas que não têm esse grau de parentesco, a
doação também pode ser realizada, mas depende de
autorização judicial.
O médico nefrologista da Unidade de Transplantes do
HUB, Geraldo Freitas, explicou que, no caso específico
de doadores vivos, a avaliação é mais cuidadosa, já que
tem como objetivo principal garantir a segurança tanto de
quem recebe como também de quem doa.
"Afinal, trata-se de uma pessoa saudável que, de forma
voluntária e altruísta, decide doar um de seus órgãos.
Nosso objetivo é minimizar ao máximo os riscos desse
procedimento e garantir que o doador possa seguir sua
vida com segurança e boa saúde após a doação."
Quando o doador vivo tem mais de 60 anos, a análise,
segundo o médico, tende a ser ainda mais cuidadosa em
relação a riscos futuros decorrentes da retirada do órgão.
A avaliação é individualizada e envolve exames de
sangue, urina, avaliação da função dos rins, exames de
imagem, avaliação cardiovascular.
"É uma questão interessante. Por um lado, com o
envelhecimento, aumenta a possibilidade de a pessoa
apresentar doenças como hipertensão, diabetes ou
problemas cardiovasculares, que podem aumentar os
riscos da cirurgia e da própria doação."
A decisão, de acordo com Freitas, é baseada não
apenas em números e envolve o estado geral de saúde,
a expectativa de vida, a possibilidade de a pessoa
permanecer saudável com um único rim e também se os
riscos da cirurgia são aceitáveis. "Envolve uma avaliação
completa do doador".
"Ao mesmo tempo, também avaliamos o receptor e o
próprio órgão que será doado, verificando se ele
apresenta condições adequadas para o transplante e se
há uma boa perspectiva de funcionamento prolongado
após a cirurgia. Em resumo, precisamos encontrar
equilíbrio: garantir que a doação seja segura para quem
doa e que o órgão ofereça uma boa perspectiva para
quem recebe."
O médico reforçou que, de maneira isolada, a idade
avançada não representa exclusão automática para a
doação em vida, mas, à medida que uma pessoa
envelhece, há maior probabilidade de desenvolver
quadros como hipertensão, diabetes ou alterações da
função renal, exigindo investigação detalhada.
"É verdade que, com o envelhecimento, aumenta a
frequência de algumas doenças que podem contraindicar
a doação. Mas, quando essas doenças estão ausentes,
associado à função renal adequada, e a avaliação
médica demonstra que o indivíduo apresenta boas
condições para o procedimento, ela pode ser uma
doadora."
LABOISSIÈRE, Paula. Setembro Verde: idosos também podem ser
doadores vivos de órgãos. Agência Brasil, Brasília, 27 set. 2026.
Disponível em:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-09/setembro-verdeidosos-tambem-podem-ser-doadores-vivos-de-orgaos. Acesso em: 27 set. 2026.
"O médico nefrologista da Unidade de Transplantes do
HUB, Geraldo Freitas, explicou que, no caso específico
de doadores vivos, a avaliação é mais cuidadosa, já que
tem como objetivo principal garantir a segurança tanto de
quem recebe como também de quem doa."
Assinale a alternativa CORRETA que apresenta reescrita com pontuação gramaticalmente adequada.
Assinale a alternativa CORRETA que apresenta reescrita com pontuação gramaticalmente adequada.