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Q3292771 Odontologia
Nos casos de retratamento endodôntico em dentes que receberam um núcleo metálico fundido, a remoção do retentor e da obturação do canal pode tornar-se complexa. Marque a alternativa CORRETA sobre a abordagem de um dente com núcleo intrarradicular que necessita de nova terapia endodôntica.
Alternativas

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Tema central: Retratamento endodôntico em dentes com núcleo intrarradicular (pino metálico fundido). O desafio é acessar e sanear o sistema de canais removendo o retentor e a obturação contaminada, sem causar fraturas, perfurações ou superaquecimento.

Gabarito: C — A conduta correta envolve planejamento radiográfico (e CBCT quando indicado), avaliação do comprimento, diâmetro e adaptação do pino, e remoção controlada com ultrassom e/ou brocas adequadas para expor o cimento e desagregar a interface pino/cimento, liberando o trajeto do canal. Isso permite remover a gutapercha contaminada e desinfetar adequadamente. O uso de magnificação, isolamento absoluto e resfriamento copioso é essencial para evitar dano térmico e iatrogênico. Essa conduta está alinhada a diretrizes e textos de referência (AAE; European Society of Endodontology, 2019; Cohen & Hargreaves – Pathways of the Pulp).

Raciocínio clínico essencial: O biofilme persistente em retratamentos exige remoção mecânica do material obturador e irrigação ativa. Se há pino, a liberação circunferencial do cimento com ultrassom reduz tensões e favorece a remoção sem fraturas. Controle térmico protege o ligamento periodontal e o osso alveolar.

Análise das alternativas incorretas

A — “Agir no canal sem tocar no núcleo”. Inadequado. O pino obstrui o acesso; tentar instrumentar ao redor eleva o risco de perfuração e deformação do canal. O correto é remover ou afrouxar o retentor para restabelecer o acesso direto ao forame (AAE).

B — “Cortar em alta rotação sem resfriamento”. Errado. O calor gerado pode elevar a temperatura radicular >10 °C, causando necrose do ligamento periodontal e reabsorção. Sempre usar irrigação contínua e técnica intermitente; o ultrassom com refrigeração é preferível (ESE 2019; estudos de Eriksson & Albrektsson sobre dano térmico).

D — “Indicar exodontia imediata”. Extemporâneo. A presença de pino não contraindica retratamento. Exodontia é última opção, reservada a fraturas verticais, prognóstico restaurador inviável ou falhas repetidas. A taxa de sucesso de retratamentos bem executados é elevada (Cohen & Hargreaves; ESE).

Estratégias de prova: Procure por termos como planejamento radiográfico/CBCT, remoção controlada com ultrassom, resfriamento e acesso conservador. Desconfie de propostas “rápidas” que ignoram controle térmico ou indicam exodontia precoce.

Referências essenciais: American Association of Endodontists (AAE) – Considerations for Retreatment; European Society of Endodontology Position Statement (2019); Cohen & Hargreaves. Pathways of the Pulp, 12ª ed.

Conclusão: A alternativa C reflete a técnica baseada em evidências para retratamento com núcleo metálico: planejar, liberar o pino com segurança, controlar calor e sanear o sistema de canais.

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