Criança de 2 anos com diagnóstico confirmado de apneia obs...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3948386 Medicina
Criança de 2 anos com diagnóstico confirmado de apneia obstrutiva do sono pós-adenotonsilectomia sem complicações, continua com irritabilidade diurna, sono fragmentado e episódios de hipoxemia noturna. Após avaliação da via aérea superior com DISE, a próxima estratégia de manejo mais indicada é 
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: A

Fundamento decisivo: A decisão é dada pela persistência de sintomas e hipoxemia noturna após adenotonsilectomia, sem novo alvo cirúrgico específico descrito na DISE; nesse cenário, a próxima estratégia indicada é CPAP, e não observação ou reoperação empírica.

Tema central: AOS residual pediátrica
Análise das alternativas
A
Certa
O CPAP é a terapia não invasiva de escolha quando persiste apneia obstrutiva do sono após adenotonsilectomia e ainda há repercussão clínica e hipoxemia noturna. O fundamento médico é o mecanismo da doença: colapso dinâmico da via aérea superior durante o sono. A pressão positiva contínua atua como tala pneumática, prevenindo esse colapso, reduzindo apneias/hipopneias e corrigindo dessaturações. Como o enunciado não oferece indicação imediata de nova correção anatômica, o CPAP é a próxima estratégia mais indicada.
B
Errada
Está errada porque há doença residual ativa, não resolução pós-operatória. Persistência de irritabilidade diurna, sono fragmentado e hipoxemia noturna exclui conduta expectante, já que a AOS continua clinicamente relevante e requer tratamento ativo.
C
Errada
Está errada porque broncodilatadores e corticoides não tratam o mecanismo principal desta situação, que é obstrução da via aérea superior por colapso durante o sono. Broncodilatador atua em via aérea inferior e não corrige colapso faríngeo; corticoides não constituem a estratégia principal para AOS residual com hipoxemia noturna.
D
Errada
Está errada porque reabordagem cirúrgica não é empírica. Nova adenotonsilectomia exigiria alvo anatômico residual identificável e corrigível. O enunciado informa que a DISE foi realizada, mas não descreve achado que direcione nova cirurgia.
E
Errada
Está errada porque NIPPV/BiPAP costuma ficar mais reservada para necessidade de suporte ventilatório adicional, hipoventilação, ou falha/intolerância ao CPAP. Aqui o quadro descrito é de AOS obstrutiva residual típica, sem elementos que indiquem necessidade inicial de dois níveis de pressão.
Pegadinha da questão
A banca mistura duas confusões reais: supor que DISE leva automaticamente a nova cirurgia e tratar CPAP e NIPPV/BiPAP como equivalentes. Sem alvo anatômico descrito e sem sinais de hipoventilação ou falha prévia do CPAP, a escolha permanece CPAP.
Dica para questões semelhantes
  • Se a AOS persiste após adenotonsilectomia com sintomas e dessaturação, descarte primeiro conduta expectante.
  • Em AOS obstrutiva residual, pense no mecanismo: colapso de via aérea superior; a terapia deve corrigir esse colapso.
  • Só indique nova cirurgia quando o enunciado trouxer alvo anatômico residual claro.
  • Reserve NIPPV/BiPAP para quando houver necessidade ventilatória além da simples manutenção da patência da via aérea ou quando o CPAP não for suficiente.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo