Recém-nascido pré-termo extremo, nascido com 26 semanas de...

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Q3948381 Medicina
Recém-nascido pré-termo extremo, nascido com 26 semanas de idade gestacional, evolui com necessidade prolongada de suporte ventilatório e oxigenoterapia. Às 36 semanas de idade pós-menstrual, mantém dependência de oxigênio e sinais ecocardiográficos de hipertensão pulmonar. Considerando os conceitos atuais de displasia broncopulmonar, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O ponto que decide a questão é a fisiopatologia da "nova DBP": em prematuros extremos com dependência de oxigênio às 36 semanas de idade pós-menstrual, o padrão contemporâneo predominante não é fibrose cicatricial de vias aéreas, mas interrupção do desenvolvimento pulmonar, com simplificação alveolar e hipodesenvolvimento vascular; por isso a alternativa que descreve interrupção do crescimento dos vasos e alvéolos é a correta.

Tema central: Nova displasia broncopulmonar
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque descreve a DBP clássica, historicamente mais ligada a lesão epitelial, inflamação e fibrose/cicatrização após agressão ventilatória e por oxigênio. Esse não é o mecanismo predominante cobrado na DBP atual do prematuro extremo.
B
Errada
Está errada porque a hipertensão pulmonar associada à DBP é complicação reconhecida e com impacto prognóstico relevante, associada a piores desfechos e maior morbimortalidade. No contexto da DBP, não pode ser tratada como achado raro e irrelevante.
C
Certa
A alternativa C está correta porque traduz o conceito atual de displasia broncopulmonar nos prematuros extremos sobreviventes na era neonatal moderna: a lesão predominante é um distúrbio do desenvolvimento pulmonar, com menor alveolarização e comprometimento do crescimento vascular pulmonar. Esse mecanismo explica a simplificação alveolar e a doença vascular pulmonar que compõem o fenótipo contemporâneo da DBP.
D
Errada
Está errada porque o óxido nítrico inalatório não tem indicação de uso rotineiro para prevenir desenvolvimento ou progressão da DBP em prematuros. Melhorar hemodinâmica pulmonar ou oxigenação em algum contexto não equivale a prevenção rotineira da doença.
E
Errada
Está errada porque a hipertensão pulmonar não exclui o diagnóstico de DBP; ao contrário, pode integrar o espectro da doença pela presença de doença vascular pulmonar associada. Tratar essa complicação como critério de exclusão diagnóstica contraria a fisiopatologia atual.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre a DBP clássica fibrótica e a "nova DBP" do prematuro extremo, além da falsa ideia de que hipertensão pulmonar seria incompatível com o diagnóstico.
Dica para questões semelhantes
  • Em prematuro extremo, pense primeiro em falha de desenvolvimento pulmonar: menos alvéolos e crescimento vascular interrompido.
  • Se a alternativa descrever fibrose cicatricial como mecanismo predominante atual, ela tende a remeter à DBP clássica, não ao fenótipo contemporâneo.
  • Hipertensão pulmonar na DBP deve ser lida como complicação relevante de pior prognóstico, não como exclusão diagnóstica.
  • Óxido nítrico inalatório não deve ser marcado como prevenção rotineira de DBP sem que a base sustente indicação específica.

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