Criança de 2 anos, que tem contato domiciliar com adulto c...

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Q3948375 Medicina
Criança de 2 anos, que tem contato domiciliar com adulto com tuberculose pulmonar bacilífera, apresenta tosse persistente e perda ponderal. Não consegue expectorar escarro. Considerando as recomendações atuais, qual estratégia diagnóstica inicial é mais adequada para esse caso? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A base decisiva é a recomendação atual da WHO para crianças com sinais e sintomas de tuberculose pulmonar: o teste diagnóstico inicial deve ser o Xpert MTB/RIF Ultra, inclusive em amostras alternativas como aspirado gástrico ou fezes, em vez de baciloscopia isolada. No caso, a criança tem suspeita de TB ativa, não consegue expectorar e, por isso, a alternativa D corresponde à conduta inicial recomendada.

Tema central: TB infantil diagnóstica
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque baciloscopia isolada em material gástrico não é a melhor estratégia inicial na criança pequena com suspeita de tuberculose pulmonar. Na infância, a doença frequentemente é paucibacilar, o que reduz a sensibilidade da baciloscopia. A diretriz atual substitui essa lógica como estratégia inicial pelo Xpert MTB/RIF Ultra em amostra adequada.
B
Errada
Incorreta porque aguardar conversão da prova tuberculínica atrasa a investigação de uma criança já sintomática e exposta a caso bacilífero. Tosse persistente e perda ponderal ativam o critério de investigação imediata de doença ativa; prova tuberculínica não é condição prévia para iniciar essa investigação.
C
Errada
Incorreta porque IGRA é teste imunológico para infecção tuberculosa e não confirma tuberculose pulmonar ativa nem diferencia infecção latente de doença. Em criança sintomática, ele não substitui investigação microbiológica inicial com teste molecular.
D
Certa
A alternativa D está correta porque a criança tem quadro sugestivo de tuberculose pulmonar ativa e não consegue fornecer escarro. Nessa situação, a recomendação atual é usar Xpert MTB/RIF Ultra como exame inicial em amostra adequada, como aspirado gástrico ou fezes. Isso é preferível à baciloscopia isolada, que tem menor sensibilidade na infância por ser uma doença frequentemente paucibacilar.
E
Errada
Incorreta porque tratamento preventivo é indicado para infecção latente/exposição após exclusão de doença ativa. Aqui há sintomas compatíveis com tuberculose doença, o que torna inadequado iniciar prevenção sem investigação adicional. Fazer isso nesse cenário pode retardar o diagnóstico de tuberculose ativa.
Pegadinha da questão
A banca mistura duas rotas de manejo: comunicante domiciliar de caso bacilífero pode lembrar tratamento preventivo, mas a presença de tosse persistente e perda ponderal muda o caso para suspeita de doença ativa; além disso, a impossibilidade de expectorar pode induzir à baciloscopia em aspirado gástrico, quando a recomendação atual prioriza Xpert Ultra nessa amostra ou em fezes.
Dica para questões semelhantes
  • Em criança sintomática com contato para tuberculose, pense primeiro em excluir tuberculose doença, não em manejar como infecção latente.
  • Se a criança não expectora, procure nas alternativas amostras alternativas aceitas para teste molecular, como aspirado gástrico ou fezes.
  • PT e IGRA ajudam na detecção de infecção tuberculosa, mas não confirmam doença ativa nem devem substituir exame microbiológico inicial.
  • Na TB pulmonar infantil, baciloscopia isolada perde força como estratégia inicial por causa do caráter paucibacilar da doença.

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