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Q3948369 Medicina
Criança de 5 anos, previamente hígida, apresentou pneumonia grave há 2 meses, necessitando de ventilação mecânica. Evolui, atualmente, com tosse persistente, intolerância ao exercício e hipoxemia leve, além de tomografia mostrando áreas de aprisionamento aéreo em expiração e “em mosaico” no corte em inspiração. O diagnóstico mais provável para esse caso é 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A sequência de pneumonia grave com necessidade de ventilação mecânica, seguida de tosse persistente, intolerância ao exercício e hipoxemia leve, associada à TC com aprisionamento aéreo em expiração e padrão em mosaico na inspiração, é típica de bronquiolite obliterante pós-infecciosa. Esse padrão de pequenas vias aéreas sustenta o gabarito C.

Tema central: Bronquiolite obliterante pós-infecciosa
Análise das alternativas
A
Errada
Asma grave de difícil controle pode gerar sintomas crônicos e aprisionamento aéreo, mas o enunciado oferece um marcador mais específico: início após pneumonia grave e padrão tomográfico típico de sequela bronquiolar fixa pós-infecciosa. O critério que exclui a alternativa é a relação temporal pós-infecciosa somada à TC compatível com bronquiolite obliterante.
B
Errada
Pneumonia bacteriana recorrente exige repetição de episódios infecciosos, o que não foi descrito. O caso mostra um episódio grave prévio seguido de sintomas persistentes e achados de doença bronquiolar crônica na tomografia. O erro da alternativa é confundir sequela estrutural pós-infecciosa com nova infecção.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o quadro reúne a sequência temporal clássica de agressão infecciosa pulmonar grave seguida de sintomas respiratórios persistentes e hipoxemia, com tomografia característica de obstrução fixa de pequenas vias aéreas. O achado decisivo é o aprisionamento aéreo expiratório associado ao padrão em mosaico, que sustenta bronquiolite obliterante pós-infecciosa como sequela estrutural bronquiolar.
D
Errada
Fibrose cística costuma aparecer com fenótipo crônico mais amplo, com infecções respiratórias recorrentes e outras pistas clínicas características, que não estão no enunciado. Aqui há um gatilho pós-pneumonia grave e um padrão de pequenas vias aéreas na tomografia, o que aponta para bronquiolite obliterante pós-infecciosa, não para fibrose cística.
E
Errada
Doença intersticial pulmonar difusa não é sustentada pelo padrão tomográfico descrito. O enunciado traz aprisionamento aéreo expiratório e mosaico, achados de obstrução bronquiolar/pequenas vias aéreas, enquanto doença intersticial difusa se associa a padrão intersticial e não a esse predomínio de aprisionamento aéreo.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre padrão em mosaico com doença intersticial ou asma; neste contexto, o mosaico associado a aprisionamento aéreo expiratório após pneumonia grave aponta para bronquiolite obliterante pós-infecciosa.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver infecção pulmonar grave prévia seguida de sintomas obstrutivos persistentes, pense em sequela bronquiolar pós-infecciosa antes de chamar de asma.
  • Na tomografia, aprisionamento aéreo em expiração e padrão em mosaico favorecem doença de pequenas vias aéreas.
  • Tosse persistente após pneumonia não define infecção recorrente; procure se o enunciado descreve recorrência verdadeira ou sequela estrutural.
  • Hipoxemia persistente após a fase aguda reforça acometimento pulmonar estrutural quando acompanhada de imagem compatível.

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