Na avaliação de recém-nascidos, muitas vezes não é fácil par...
I. A presença de complexos III-V anormais na audiometria de tronco cerebral sugere paralisia facial congênita.
II. A presença de paralisia facial periférica total ao nascimento, com sinais de recuperação notados subsequentemente sugerem paralisia facial traumática.
III. Eletromiografia com diminuição ou ausência de resposta, sem evidências de degeneração sugerem paralisia facial congênita.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
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Tema central: O tema da questão é o diagnóstico diferencial entre paralisia facial congênita e paralisia facial traumática de parto em recém-nascidos. Reconhecer as diferenças clínicas e nos exames auxiliares é fundamental para uma abordagem adequada e prognóstico do paciente.
Justificativa da alternativa correta (A – I, II e III):
I. Complexos III-V anormais na audiometria de tronco cerebral: Essa alteração sugere lesões congênitas do tronco encefálico, frequentemente presentes nas paralisias faciais congênitas. Potenciais auditivos do tronco cerebral ajudam a identificar comprometimento neural que possa ser de origem congênita e não apenas traumática.
II. Quadro de paralisia facial periférica total ao nascimento com sinais de recuperação: Esta característica é típica da forma traumática da paralisia facial, pois, na maioria das vezes, decorre de compressão ou estiramento do nervo facial durante o parto e apresenta recuperação parcial ou total nas primeiras semanas de vida. Isso está conforme o abordado na literatura, por exemplo, no Tratado de Clínica Pediátrica.
III. Eletromiografia com diminuição ou ausência de resposta, sem sinais de degeneração: Esse padrão aparece na paralisia congênita, sugerindo uma deficiência estrutural (como hipoplasia ou agenesia do nervo facial), e não um dano secundário à lesão de parto.
Análise das alternativas incorretas:
- B) II, apenas: Errada, pois desconsidera sinais em exames complementares (I e III) que diferenciam as etiologias.
- C) I e II, apenas: Incorreta, pois a eletromiografia (III) também é importante na diferenciação.
- D) I e III, apenas: Equivocada, pois ignora o padrão clássico de recuperação na forma traumática (II).
- E) II e III, apenas: Desconsidera o valor diagnóstico dos complexos auditivos do tronco cerebral (I).
Dicas para a prova: Atenção às palavras-chave como “recuperação” e “degeneração”, pois sinalizam diferenças fisiopatológicas e prognósticas importantes. Leia cuidadosamente se a alteração apontada refere-se a exame clínico ou instrumental e relacione sempre o achado ao tempo de evolução do quadro.
Obras de referência: “Nelson Tratado de Pediatria”, “Tratado de Clínica Pediátrica” e literatura específica em neurologia neonatal confirmam o valor destas análises para o diagnóstico preciso.
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