Um paciente apresenta acidose metabólica (pH 7,25, Bicarbon...

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Q3911205 Medicina
Um paciente apresenta acidose metabólica (pH 7,25, Bicarbonato 14 mEq/L) e hipocalemia (Potássio 2,8 mEq/L). O ânion gap sérico está normal (10 mEq/L). A gasometria urinária revela um pH urinário de 6,5 (inapropriadamente alcalino para uma acidose sistêmica). Qual é o diagnóstico deste distúrbio?
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Acidose metabólica com ânion gap normal, hipocalemia e pH urinário de 6,5 inapropriadamente alto apesar da acidose sistêmica indicam incapacidade distal de acidificar a urina por defeito de secreção de H+, padrão típico de acidose tubular renal tipo I (distal), que corresponde à alternativa B.

Tema central: ATR distal tipo I
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque, embora a ATR tipo II possa cursar com acidose metabólica com ânion gap normal e hipocalemia, o achado que exclui essa hipótese é o pH urinário inapropriadamente alto na vigência de acidose sistêmica. Na ATR proximal, após a queda do bicarbonato sérico para um novo platô, o néfron distal preservado consegue acidificar a urina, podendo o pH urinário ficar < 5,5.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve o padrão fisiopatológico do caso: acidose metabólica hiperclorêmica com ânion gap normal, hipocalemia e pH urinário persistentemente > 5,5 por defeito de secreção de H+ no néfron distal. O dado decisivo é a urina inadequadamente alcalina durante a acidose sistêmica, achado que caracteriza ATR distal.
C
Errada
Está errada porque urina alcalina isolada não explica o distúrbio ácido-básico sistêmico descrito. Cálculos de estruvita podem estar associados à alcalinização urinária local, mas não justificam, por si, acidose metabólica com ânion gap normal e hipocalemia por defeito tubular de acidificação.
D
Errada
Está errada porque a ATR tipo IV se associa classicamente a hipercalemia por hipoaldosteronismo ou resistência à aldosterona. O potássio de 2,8 mEq/L vai contra esse diagnóstico e afasta esse subtipo de ATR.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre reconhecer apenas uma acidose tubular renal e identificar o subtipo: hipocalemia pode aparecer na ATR tipo I e II, mas o pH urinário inapropriadamente alcalino durante a acidose sistêmica é o dado que fecha ATR distal.
Dica para questões semelhantes
  • Em acidose metabólica com ânion gap normal, pense em acidose hiperclorêmica e use o pH urinário para definir se há defeito tubular renal de acidificação.
  • Se houver acidose sistêmica e o pH urinário permanecer > 5,5, isso favorece ATR distal por incapacidade de secretar H+.
  • Use o potássio para separar subtipos: hipocalemia combina com ATR tipo I ou II; hipercalemia aponta para ATR tipo IV.
  • Não conclua ATR apenas por urina alcalina: ela só ganha valor diagnóstico quando integrada ao distúrbio ácido-básico sistêmico.

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