No manejo do aneurisma de aorta abdominal (AAA) assintomáti...

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Q3911201 Medicina
No manejo do aneurisma de aorta abdominal (AAA) assintomático, a indicação de intervenção (cirúrgica aberta ou endovascular) é baseada primariamente no diâmetro e na velocidade de crescimento. Registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A intervenção cirúrgica está formalmente indicada quando o diâmetro do AAA atinge ou ultrapassa 5,5 cm em homens.
(__)Um crescimento rápido, definido como um aumento de diâmetro superior a 0,5 cm em 6 meses ou 1,0 cm em 1 ano, é uma indicação de intervenção, independentemente do diâmetro total.
(__)O uso de betabloqueadores é a terapia medicamentosa de escolha para reduzir a velocidade de expansão dos aneurismas de aorta abdominal, assim como é feito nos de aorta torácica.
(__)Em mulheres, o limiar de diâmetro para indicação de intervenção cirúrgica é menor (geralmente 5,0 cm), devido ao maior risco de ruptura em diâmetros menores.

Assinale a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: No AAA assintomático, a intervenção eletiva é guiada principalmente por diâmetro e crescimento: cerca de 5,5 cm em homens, cerca de 5,0 cm em mulheres, e crescimento rápido (>0,5 cm em 6 meses ou >1,0 cm em 1 ano) como critério de reparo/forte consideração para intervenção. Betabloqueadores não são terapia de escolha para reduzir a expansão do AAA, então a sequência correta é V, V, F, V.

Tema central: Indicação de intervenção no AAA
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque marca como falsas a 1ª e a 2ª assertivas e como verdadeira a 3ª. Isso contraria três critérios centrais do manejo do AAA assintomático: 5,5 cm em homens é limiar clássico de reparo, crescimento >0,5 cm em 6 meses ou >1,0 cm em 1 ano é critério de intervenção/forte consideração para reparo, e betabloqueador não é tratamento de escolha para reduzir expansão do AAA.
B
Errada
Incorreta porque torna falsa a 4ª assertiva. O erro médico é aplicar às mulheres o mesmo raciocínio de limiar dos homens. A base informa que mulheres apresentam maior risco de ruptura em diâmetros menores, e por isso o ponto de corte para intervenção costuma ser menor, em geral por volta de 5,0 cm.
C
Errada
Incorreta porque erra três pontos: nega o valor do crescimento rápido como critério de intervenção, afirma betabloqueador como terapia para reduzir expansão do AAA e nega o limiar menor nas mulheres. Esses três pontos são explicitamente contrariados pela base: crescimento acelerado pesa para reparo, betabloqueador não é terapia de escolha com essa finalidade no AAA, e o limiar feminino é menor devido ao maior risco de ruptura em diâmetros menores.
D
Certa
A alternativa D é a única que acompanha corretamente os critérios usados no AAA assintomático. A 1ª assertiva é verdadeira porque o limiar clássico de reparo eletivo em homens é 5,5 cm. A 2ª também é verdadeira porque crescimento acelerado do aneurisma é critério aceito de intervenção/forte indicação para reparo mesmo quando o diâmetro absoluto ainda não atingiu o ponto de corte habitual. A 3ª é falsa porque, conforme as diretrizes citadas na base, o tratamento clínico do AAA se concentra em cessação do tabagismo e redução de risco cardiovascular global, não havendo betabloqueador como terapia medicamentosa de escolha para frear crescimento aneurismático. A 4ª é verdadeira porque mulheres têm maior risco de ruptura em diâmetros menores, motivo pelo qual o limiar costuma ser reduzido para cerca de 5,0 cm.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: transferir para o AAA o raciocínio farmacológico de alguns aneurismas torácicos com betabloqueadores e achar que apenas o diâmetro absoluto decide a intervenção, esquecendo o crescimento acelerado e o limiar menor nas mulheres.
Dica para questões semelhantes
  • Em AAA assintomático, se a pergunta for sobre intervenção eletiva, procure primeiro os três eixos decisivos: diâmetro, velocidade de crescimento e sexo.
  • Crescimento >0,5 cm em 6 meses ou >1,0 cm em 1 ano deve acender critério de reparo/forte consideração para intervenção, mesmo abaixo do ponto de corte clássico.
  • Não confunda controle de risco cardiovascular com tratamento comprovado para frear expansão do AAA; betabloqueador não é terapia de escolha com essa finalidade.
  • Guarde a diferença de limiar: em homens, referência clássica de 5,5 cm; em mulheres, em geral cerca de 5,0 cm.

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