Marque a alternativa em que há falha da formação do gênero ...
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que é o fenômeno da água morta?
Ele acontece quando ondas se formam dentro do mar, e não na superfície. E pode ter decidido uma batalha na Roma Antiga.
Que água e óleo não se misturam, você já sabe. Um pouco menos trivial é que, em algumas condições, água e água não se misturam. Por exemplo: no litoral de regiões de baixas temperaturas, conforme o gelo dos glaciares derrete e escorre para o mar, forma-se uma camada de água doce mais fria na superfície do oceano − que permanece separada da camada inferior, mais salgada e quente.
Quando um navio está passando em uma região em que acontece esse fenômeno, ele perturba as águas e vai gerando ondas atrás de si. Mas essas ondas não acontecem na superfície da água. São ondas submarinas, que se formam na interface entre a água doce e a salgada.
Essas ondas invisíveis (seriam visíveis se você pudesse, por exemplo, tingir a água doce com corante para vê-la em contraste com a salgada) vão ganhando velocidade, alcançam o próprio navio responsável por gerá-las e então interferem com seu movimento, fazendo-o desacelerar ou parar.
Existem dois tipos de água morta. A versão do fenômeno conhecida como Nansen faz a velocidade do navio diminuir de maneira mais ou menos uniforme. Já a versão chamada de Ekman faz o velocímetro do barco oscilar: ele vai ora mais rápido, ora mais devagar. Hoje, sabemos que essas duas manifestações são etapas do mesmo processo. Primeiro o navio oscila à moda Ekman, depois se estabiliza do jeitinho Nansen.
Acredita-se que o fenômeno tenha sido fundamental para a vitória do imperador Otaviano contra a frota de Marco Antônio e Cleópatra na Batalha do Áccio, em 31 a.C. Pela maior parte da história, a água morta foi descartada como história de pescador: só em 1893 o caso do explorador norueguês Fridtjof Nansen convenceu um meteorologista, Vilhelm Bjerknes, a descrevê-lo cientificamente.
(Seleçõesmarço2024)
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Tema e estratégia de resolução
Esta questão avalia morfologia, especificamente a flexão de gênero (feminino/masculino) em substantivos e adjetivos. A estratégia é verificar se as palavras apresentadas formam corretamente o par de gênero segundo a norma-padrão. Atenção especial a palavras terminadas em -ista, que costumam ser comuns de dois gêneros (mesma forma para feminino e masculino, mudando apenas o artigo).
Regra normativa aplicada
Segundo a gramática normativa (cf. Bechara, Moderna Gramática Portuguesa; Cegalla, Novíssima Gramática da Língua Portuguesa):
• Substantivos comuns de dois gêneros: mantêm a mesma forma para os dois gêneros; o que muda é o determinante: a dentista / o dentista; a artista / o artista; a meteorologista / o meteorologista.
• Adjetivos biformes: apresentam duas formas, uma para o masculino e outra para o feminino: salgado / salgada, morto / morta.
• A referência ao VOLP/ABL confirma a existência e a grafia das formas corretas.
Alternativa correta (com falha de formação de gênero): A
meteorologista / meteorologisto — Há erro. Meteorologista é substantivo comum de dois gêneros. As formas corretas são a meteorologista (feminino) e o meteorologista (masculino). A forma “meteorologisto” não é reconhecida pelo VOLP. Observação: existem também os termos meteorólogo (masc.) e meteoróloga (fem.), ambos registrados no VOLP, mas são outras palavras, não a flexão de “meteorologista”.
Por que as demais alternativas estão corretas
B) exploradora / explorador — Par correto. “Explorador” é substantivo biforme: explorador (masc.) / exploradora (fem.). Constam no VOLP.
C) salgada / salgado — Par correto de adjetivo biforme: salgado (masc.) / salgada (fem.). Ex.: “mar salgado”, “água salgada”.
D) morta / morto — Par correto de adjetivo/particípio com flexão regular: morto (masc.) / morta (fem.). Ex.: “água morta”, “animal morto”.
Dicas e pegadinhas para não errar
• Palavras terminadas em -ista (artista, dentista, pianista, meteorologista) são, em regra, comuns de dois gêneros: defina o gênero pelo artigo (a/o) e não crie “masculinos” em -isto.
• Quando houver dúvida, consulte o VOLP (ABL). Lá você verifica se a forma existe e como se flexiona.
• Reconheça os adjetivos biformes: costumam variar de -o para -a (bonito/bonita, salgado/salgada, morto/morta).
Gabarito: A
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Comentários
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gab A meteorologista / meteorologisto.
Neste caso a diferenciação entre feminino e masculino se dá pelo determinante.
Estamos, pois, diante de um substantivo COMUM DE DOIS GÊNEROS.
- O meteorologista
- A meteorologista
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