Paciente de 30 anos, sexo feminino, casada, vem
sozinha à emergência com queixa de dores
pélvicas crônicas, dor durante o ato sexual e
vaginismo. As dores iniciaram há 1 ano, cerca de 2
meses após se casar. Paciente ansiosa e evasiva
ao falar sobre sua vida sexual. Sempre que
questionada sobre o marido, ela hesita, desvia o
olhar, responde de forma vaga e minimiza a
gravidade da situação. Queixa-se incisivamente de
que, às vezes, se sente “obrigada” a ter relações
sexuais, mesmo quando não quer, “para agradar”
o marido. Ele com frequência usa frases como “se
você me amasse, faria isso” ou “você está me
rejeitando”. Durante a consulta, afirma que, em
algumas ocasiões, como a que a levou à
emergência, foi forçada a ter relações sexuais sem
consentimento. Ela se sente culpada,
envergonhada e tem medo das represálias do
marido se ele souber que ela está falando sobre o
assunto. Você, enquanto médico emergencista,
após avaliar,
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