Paciente do sexo masculino, 41 anos, obeso, dislipidêmico, h...
Paciente do sexo masculino, 41 anos, obeso, dislipidêmico, hipertenso e diabético. Admitido na emergência com dor torácica em queimor, desencadeada por estresse físico.
Sobre o teste ergométrico nesse cenário, é correto afirmar que
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Tema central: Teste ergométrico após angioplastia
Esse caso apresenta um paciente com múltiplos fatores de risco cardiovascular (obesidade, dislipidemia, hipertensão, diabetes) e dor torácica típica desencadeada por esforço. Após realizar angioplastia da descendente anterior, surge a questão sobre a necessidade do teste ergométrico antes da alta hospitalar.
Análise da alternativa E (gabarito):
"Após angioplastia da descendente anterior, não é necessário a realização do exame antes da alta."
A alternativa está incorreta segundo a Diretriz Brasileira de Ergometria da Sociedade Brasileira de Cardiologia:
“O Teste Ergométrico é indicado para avaliação funcional e prognóstica de pacientes submetidos à angioplastia coronariana, especialmente antes da alta hospitalar, para estratificação de risco e planejamento de reabilitação cardíaca.”
Ou seja, é importante realizar o teste ergométrico antes da alta para:
- Avaliar isquemia residual (efetividade do procedimento);
- Estratificar o risco de eventos cardiovasculares futuros;
- Planejar a reabilitação e orientar atividade física segura e eficaz.
Análise das alternativas incorretas:
A) O infradesnivelamento do segmento ST não identifica a artéria culpada, apenas sugere isquemia miocárdica.
B) A bradicardia deve ser interpretada no contexto, mas a resposta cronotrópica é uma análise secundária. No pós-angioplastia, isquemia é mais importante do que a resposta cronotrópica isolada.
C) Alterações dinâmicas de onda T podem sim dificultar a análise do teste, especialmente em pacientes com doença coronariana prévia, podendo ser inespecíficas para isquemia aguda.
D) Dor desencadeada por estresse físico em paciente de alto risco não é considerada dor atípica, e sim característica de angina típica, sendo o teste ergométrico inadequado para estratificação diagnóstica nessa fase aguda, especialmente antes da estratificação invasiva.
Pontos-chave para provas: Atenção para expressões absolutas ("não é necessário") e indicações formais das diretrizes clínicas.
Teste ergométrico em pós-angioplastia é um passo fundamental antes da alta, mesmo que o paciente esteja estável.
Segundo a Diretriz Brasileira de Ergometria (SBC) e grandes obras como Harrison’s Principles of Internal Medicine, a avaliação pós-intervenção é indispensável para o manejo seguro do paciente.
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