Em: "Ele se chama M13 (...)", o pronome "Ele" se refere, no...

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Q3458869 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 



Vírus é capaz de gerar eletricidade



Micróbio foi desenvolvido em laboratório - e talvez possa servir como bateria biológica um dia. 


Ele se chama M13, foi criado por cientistas da Universidade da Califórnia (Berkeley), e tem uma habilidade inédita (1): se exposto ao calor, começa a produzir uma corrente elétrica.

Esse fenômeno, que se chama piroeletricidade (e só havia sido detectado em minerais), acontece porque a parte externa do vírus foi revestida por uma proteína eletricamente carregada: metade dela tem carga positiva, e a outra metade tem carga negativa.

O calor perturba as moléculas dessa proteína, fazendo com que elas se desmanchem − e esse movimento altera as posições dos polos negativo e positivo, gerando uma "diferença de potencial elétrico", ou seja, voltagem.

Os cientistas acreditam que o M13 poderá ser usado, no futuro, como uma espécie de bateria biológica para alimentar pequenos dispositivos eletrônicos − como o vírus é capaz de se autorreplicar, ele "recarregaria" essa bateria sozinho.


(Bruno Garattoni.12 de dezembro de 2023/https:super.abril.uol.com.br.)

Em: "Ele se chama M13 (...)", o pronome "Ele" se refere, no título, a:
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Tema da questão: coesão referencial (pronome anafórico) — identificação do referente do pronome “ele”.

Estratégia para resolver: procure o antecedente nominal mais lógico e próximo do pronome, verificando a concordância de gênero e número e a coerência semântica. Aqui, o pronome “Ele” aparece no início do texto (“Ele se chama M13...”) e retoma um termo do título.

Norma gramatical aplicada: segundo a gramática normativa (Bechara, Moderna Gramática Portuguesa, e Cunha & Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo), os pronomes pessoais de 3ª pessoa (“ele/ela”) costumam exercer função anafórica, retomando um substantivo anteriormente mencionado, com concordância de gênero e número. Pelo VOLP, vírus é substantivo masculino e invariável no plural, o que legitima a retomada por “ele”.

Contexto do texto: o título informa: “Vírus é capaz de gerar eletricidade”. Em seguida, o texto inicia: “Ele se chama M13...”. Logo, o “Ele” só pode retomar o substantivo do título — o vírus que recebe o nome M13.

Alternativa correta: C — vírus. “Ele” retoma o vírus mencionado no título, mantendo coerência semântica (“ele se chama M13”) e concordância de gênero (masculino). É o único termo capaz de “ter um nome”.

Por que as outras alternativas estão erradas?

A — “girar”: além de não constar no título (nele aparece “gerar”, com e), trata-se de verbo. Pronomes como “ele” não retomam, nesse tipo de construção, um verbo isolado; e verbos não “têm nome” (“ele se chama...”).

B — “capaz”: é adjetivo; pronomes anafóricos tipicamente retomam substantivos, não adjetivos. Além disso, adjetivo não pode “chamar-se M13”.

D — “é”: é forma do verbo ser. Novamente, trata-se de um termo verbal, que não funciona como antecedente nominal de “ele” nesta estrutura, e não faz sentido dizer que um verbo “se chama M13”.

Pegadinhas e como evitá-las:

• Verifique a classe gramatical do possível antecedente: pronomes como “ele” normalmente retomam substantivos, não verbos nem adjetivos.

• Confirme a coerência semântica: “se chamar M13” indica um ente nomeável (no caso, o vírus).

• Atenção a trocas gráficas: “gerar” (do título) ≠ “girar” (da alternativa). Erros assim costumam eliminar a opção de imediato.

Gabarito: C — vírus.

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