Um enfermeiro plantonista em unidade coronariana recebe um ...

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Q3991203 Enfermagem
Um enfermeiro plantonista em unidade coronariana recebe um paciente do sexo masculino, 58 anos, com dor precordial intensa em aperto com irradiação para o membro superior esquerdo, sudorese fria, náuseas e alterações ao eletrocardiograma sugestivas de infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST. A equipe multiprofissional é acionada para conduta imediata. Analise as proposições a seguir:

I. O infarto agudo do miocárdio é condição tempo-dependente em que a precocidade das intervenções terapêuticas é fator determinante para a preservação do miocárdio, redução da mortalidade e melhora do prognóstico, sendo o reconhecimento precoce dos sinais e sintomas e a ativação imediata da equipe multiprofissional responsabilidades que integram as atribuições assistenciais do enfermeiro.
II. A monitorização cardíaca contínua, a obtenção de acesso venoso periférico calibroso, a coleta de exames laboratoriais, a administração de oxigênio conforme prescrição e o posicionamento adequado do paciente são intervenções de enfermagem prioritárias nos cuidados imediatos ao paciente com suspeita de síndrome coronariana aguda, devendo ser executadas de forma sistematizada e com registro criterioso no prontuário.
III. A dor precordial em pacientes com suspeita de infarto agudo do miocárdio deve ser avaliada exclusivamente pelo médico plantonista, não sendo atribuição do enfermeiro a aplicação de escalas de avaliação da dor, a caracterização dos sintomas ou o monitoramento da resposta às intervenções analgésicas durante a assistência na unidade coronariana.
IV. O enfermeiro possui atribuição de orientar o paciente e a família sobre o diagnóstico, os procedimentos realizados, as medidas de reabilitação cardíaca e os fatores de risco modificáveis para doenças cardiovasculares, como tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada, hipertensão e diabetes, sendo a educação em saúde componente essencial do cuidado ao paciente coronariopata.
V. A reabilitação cardíaca deve ser iniciada exclusivamente após a alta hospitalar, em serviços especializados de fisioterapia cardiovascular, não cabendo ao enfermeiro qualquer participação nas orientações sobre reabilitação durante o período de internação, pois intervenções precoces representam risco à recuperação do miocárdio infartado.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério decisivo é o escopo assistencial do enfermeiro no IAM com supra, condição tempo-dependente: reconhecer precocemente, monitorar, intervir de forma sistematizada, avaliar continuamente sintomas e orientar paciente/família; por isso, são incompatíveis as assertivas que tornam a dor exclusividade médica e que restringem a reabilitação apenas ao pós-alta sem atuação da enfermagem.

Tema central: Atribuições do enfermeiro
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a única que mantém apenas as proposições compatíveis com o cuidado de enfermagem no IAM com supra. A I está correta porque o infarto é condição tempo-dependente e o enfermeiro participa do reconhecimento precoce dos sinais típicos e da ativação imediata da equipe, o que reduz atraso terapêutico. A II está correta porque monitorização cardíaca contínua, acesso venoso periférico calibroso, coleta de exames, administração de terapias prescritas, posicionamento e registro sistemático integram os cuidados imediatos ao paciente coronariano; o trecho sobre oxigênio permanece aceitável porque o vincula à prescrição, não a uso automático. A IV está correta porque orientação ao paciente e à família sobre doença, procedimentos, fatores de risco modificáveis e recuperação faz parte da educação em saúde e do cuidado de enfermagem ao coronariopata.
B
Errada
Está errada porque inclui a proposição III. A avaliação da dor no IAM não é ato exclusivo do médico: o enfermeiro deve caracterizar a dor, aplicar escalas, acompanhar sua evolução e monitorar a resposta às intervenções analgésicas. Excluir o enfermeiro dessa etapa contraria a semiologia e o processo assistencial multiprofissional no paciente coronariano.
C
Errada
Está errada porque inclui III e V, ambas falsas. A III é incorreta pela falsa exclusividade médica da avaliação da dor. A V é incorreta porque a reabilitação cardíaca não se restringe ao período pós-alta nem exclui a atuação do enfermeiro; orientações, educação em saúde e progressão assistida podem começar ainda na internação, conforme estabilidade clínica e protocolo institucional.
D
Errada
Está errada porque considera verdadeiras III e V e desconsidera II e IV. Isso contraria o cuidado de enfermagem em unidade coronariana: monitorização contínua, acesso venoso, coleta de exames, observação sistemática, posicionamento e registros são intervenções prioritárias de enfermagem, e a orientação ao paciente/família também integra esse cuidado. Além disso, nem a avaliação da dor é exclusiva do médico, nem a reabilitação começa exclusivamente após a alta.
E
Errada
Está errada porque inclui III, que é falsa, e exclui I, que é verdadeira. No IAM com supra, a urgência tempo-dependente exige reconhecimento e resposta precoce, e isso integra as atribuições assistenciais do enfermeiro. Manter III significaria negar ao enfermeiro a avaliação e reavaliação da dor, o que é tecnicamente incorreto.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas falsas exclusividades: dizer que a avaliação da dor é só médica e afirmar que reabilitação cardíaca só existe após a alta, sem participação do enfermeiro. Também há um ponto de atenção em II: oxigênio não foi colocado como obrigatório para todos, mas 'conforme prescrição', o que preserva a validade da proposição.
Dica para questões semelhantes
  • Em IAM com supra, procure primeiro as assertivas que reconhecem o caráter tempo-dependente e a necessidade de resposta imediata da equipe.
  • Considere como atribuições do enfermeiro no cuidado coronariano a monitorização, o acesso venoso, a observação sistemática, o registro e a reavaliação de sintomas, inclusive dor.
  • Desconfie de alternativas que retirem do enfermeiro funções de avaliação clínica contínua por suposta exclusividade médica.
  • Reabilitação cardíaca e educação em saúde não se limitam ao pós-alta; se a assertiva excluir a fase intra-hospitalar de forma absoluta, tende a estar errada.

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